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PROJECTO FILADÉLFIA


A palestra de Al Bielek na Conferência da MUFON, em 13 de Janeiro de 1990.

INTRODUÇÃO:

Transcrito em 12 de outubro de 1991 por Clay Tippen, 7809 Cypress St. West Monroe, LA 71291-8282


Ortografia e identificação de várias palavras e nomes anteriormente não reconhecidos, corrigidos por Rick Andersen, em outubro de 1992.


A advertência a seguir foi feita por Rick Andersen. (Nota do tradutor) [Todas as notas entre chaves são do tradutor].


  Este documento foi transcrito de um fita de vídeo. Recebi o tape por volta de maio ou junho de 1990. Depois de assisti-lo e revisá-lo cerca de uma dúzia de vezes, mostrei-o a alguns amigos, e como eu, eles ficaram espantados. Alguns acreditaram nele, e outros não. Agora, vocês poderão tomar a vossa própria decisão. Alfred Bielek é um dos sobreviventes da Experiência Filadélfia.
  Vários dos nomes e lugares que o senhor Bielek menciona, não puderam ser entendidos correctamente, devido aos níveis de áudio, e por terem sido apenas murmurados. Claro, havia muitos lugares e coisas que eu nunca tinha ouvido falar, e não tinha a menor idéia de como eram soletrados. Tentei pesquisar alguns deles para ter certeza que estava tudo correcto. Igualmente, algumas das palavras soam um pouco estranhas, em um Inglês pouco apropriado, com palavras e sentenças duplas. Este documento está exatamente como foi deixado por Rick Andersen, em outubro de 92]
  Esta conferência foi realizada na Mufon Metroplex em Dallas, Texas, em uma reunião sobre OVNIs. A data desta conferência foi em 13 de janeiro de 1990. O nome do locutor é Alfred Bielek, e isto é como ele explica a começo e o assim chamado término da experiência".


ANFITRIÃ:

  Alfred Bielek é nosso locutor esta noite, e eu o ouvi na conferência sobre OVNIs em Phoenix, em setembro, e penso que todos concordam que ele foi o mais interessante de todos os locutores, ao menos no material subjectivo. Então, que eu saiba, não há muitos por aí que tenham estado envolvidos na Experiência Filadélfia e que ainda possam contar sobre esta experiência. Ele está. Então, acho que este é realmente um excitante programa.
  Agora, há muitas conexões sobre OVNIs em um sentido que, bem .. vou deixá-lo contar-lhes um pouco sobre isso, mas um dos projectos no qual ele estava trabalhando ainda é altamente classificado, envolve os OVNIs, e ele realmente não pode falar muito sobre isto; esta noite, ele poderá somente tocar brevemente no assunto. Mas eu penso que é realmente interessante que há tantos segredos governamentais sobre isto quanto há sobre OVNIs, e o governo sempre nega que isto tenha acontecido. Então, quanto a esta relação, eu penso que isto é realmente interessante, e isto certamente tem uma conexão com as coisas que discutimos aqui em nosso grupo. Então, com tudo isso, apresento Alfred Bielek.


A EXPERIÊNCIA SECRETA - FILADÉLFIA:

  Como foi anunciado, meu nome é Alfred Bielek, eu sou um sobrevivente da Experiência Filadélfia. Antes de começar, vou perguntar: quanto às pessoas que estão aqui, quantos de vocês sabem sobre o que era, realmente, a assim chamada Experiência Filadélfia?
  Eu não vejo muitas mãos se levantando. Então, provavelmente a segunda pergunta é um pouco supérflua. Quantos de vocês tem qualquer idéia sobre se esta experiência começou nos anos da guerra? É isto, Segunda guerra Mundial, eu diria 41 ou 42. Quantos de vocês pensam que isto começou aí? Muitos poucos se informaram sobre isto.... Umas poucas mãos se levantaram. Ou quem pensa que isto começou mais cedo?... Bem, aqueles que disseram mais cedo estão correctos.
  Isto teve a sua gênese em 1931-1932, em uma estranha e pequena cidade onde ventava muito, chamada Chicago, em Illinois. Por esta época, pelos anos vinte e trinta, houve muita especulação na literatura popular, ou seja, na literatura popular do tipo "Popular Science", "Popular Mechanics", "Science Illustrated", sobre assuntos como invisibilidade, tentativas de fazer um objecto ou uma pessoa desaparecer, e até em teletransporte. Eu penso nas pessoas daquela época, escrevendo e achando que talvez estivessem perto disso, em termos de realização científica, mas havia muita especulação, e muito pouco, se havia, sendo feito neste sentido. Por volta de 1931, algumas pessoas decidiram que era tempo de fazer alguma coisa a este respeito, e foram todos à Universidade de Chicago. Os três principais envolvidos eram o dr. Nikola Tesla, o dr. John Hutchinson, deão da Universidade de Chicago, mais tarde chanceler, e o dr. Kirtenauer, que era um físico austríaco, que tinha vindo da Áustria e estava no corpo docente da Universidade de Chicago. Eles fizeram uma pequena pesquisa.... um estudo de plausibilidade, tipo coisa daquela época, que não realizou muito, naquele momento em particular, naquele período. Um pouco mais tarde, o projecto inteiro foi levado para o Instituto de Estudos Avançados de Princeton.
  O Instituto de Estudos Avançados era uma organização interessante. Não era parte do sistema da universidade, nem era parte de Princeton. Ficava em sua área, mas era uma entidade independente. Foi fundado em 1933, sob os auspícios de quem, ou para qual propósito, não poderia realmente dizer, outros do que alguém poderia desejar, um instituto para estudos muito adiantados, pesquisa pós-doutoral e este tipo de coisas. Entre as primeiras pessoas que vieram se juntar estava uma pessoa bastante interessante e bem conhecida, Albert Einstein. Não entrarei em detalhes sobre ele, porque sua história é bem conhecida, mas ele uniu-se à equipa em 1933. Ele era, claro, de Bonn, Alemanha, e depois de deixar este país em 1930 (alguns dos biógrafos dizem que ele saiu em 1933, mas foi em 1930), ele veio para os Estados Unidos, e foi para Pasadena, Califórnia. Ele estava ensinando em Cal-Tech. Ele esteve lá por cerca de três anos, e foi então convidado a unir-se ao Instituto, o que ele fez em 1933, e ele permaneceu lá até à sua morte. A sua função principal era como físico teórico, um pensador, estritamente matemático, na área da física. Tornou-se bem conhecido por sua Teoria Especial da Relatividade, sua Teoria Geral da Relatividade e sua especulativa Teoria do Campo Unificado.
  Outras pessoas vieram unir-se, pela mesma época. Um dos mais importantes foi o dr. John von Neumann, nascido em Budapeste, Hungria, que tinha vindo da Europa. Ele graduou-se em matemática, e teve seu PhD em matemática em 1925, em Budapeste. Ele ensinou no sistema universitário alemão por aproximadamente quatro anos, em dois diferentes cargos. Durante este período ele encontrou o dr. Robert Oppenheimer, que estava na Europa na mesma época e que veio a tornar-se importante após este projecto, e inúmeras outras pessoas.
  Agora, von Neumann era bastante interessante. Ele era um teórico, um matemático teórico. Mas ele era também um "crânio", o que significa que ele sabia como aplicar a teoria pura. Einstein não sabia, e isto é muito importante. Então, uma das outras pessoas dirigiu-se para aquela universidade, uma onde alguém estava ensinando à época, era um homem muito importante, se puder ler minhas notas aqui, era um homem chamado David Hilbert. Provavelmente nenhum de vocês jamais ouviu falar sobre ele. Um doutor em matemática, ele era considerado na Europa como o matemático de maior projeção; que eu saiba, ele nunca deixou a Europa. Ele nasceu, cresceu e morreu na Alemanha. Ele morreu lá por volta de 1965, aproximadamente. Mas ele estava no círculo de contactos do dr. von Neumann. Hilbert é mais conhecido e lembrado pelo facto de ter desenvolvido uma forma muito exótica de matemática, chamada Espaço de Hilbert. Ele foi o primeiro homem a definir matematicamente realidades múltiplas, espaços múltiplos e o que tudo isto significava em termos de um ponto de vista da matemática. Para a maioria de nós isto é quase sem sentido, e para a pessoa comum isto é sem sentido, mas é importante para os físicos e para os matemáticos, porque ele traçou o caminho para o que veio a tornar-se a Experiência Filadélfia.
  Hilbert e von Neumann o fizeram juntos. Von Neumann escreveu um ensaio na Alemanha, em alemão, sobre Hilbert e alguns de seus trabalhos. E von Neumann, sendo ele mesmo bastante conhecido, tomou o trabalho de Hilbert e "melhorou-os", desenvolvendo um completo e novo sistema de matemática. Von Neumann é bem conhecido nos círculos matemáticos, como também Hilbert, e teve publicados trabalhos, alguns discretos, pós-Experiência Filadélfia. Uma das coisas pelas quais ele tornou-se conhecido foi a Teoria dos Jogos. Ele também desenvolveu um sistema de operadores de anéis [ring operators], uma espécie muito exótica de álgebra, mas nada que signifique algo para qualquer um, exceto para aquele altamente graduado em matemática e que seja matemático puro.
  Outras pessoas tornaram-se importantes para este projecto à medida que o tempo corria. Aproximadamente em 1934, eles mudaram o projecto para o Instituto, e o dr. Tesla entra aqui. Tesla é um homem muito importante. Toda a sua história é bem conhecida. Há um filme, feito por Segrabe Productions na Iugoslávia, descrevendo a sua vida. Ele nasceu em 1856. Ele foi para a escola, a escola regular, um ginásio, que era o colégio deles, ele começou em uma universidade. Ele estava lá há um ano quando o seu pai morreu. Ele ficou sem dinheiro, e assim não podia continuar a sua educação formal, mas ele fez um acordo com os professores, que o deixavam sentar-se nas salas de aula. Ele então procurou trabalho onde podia encontrar, na Europa, e trabalhou para a Western Union por um período de tempo. Depois, uniu-se às Edison Corps. da Europa. E, quando decidiu mudar-se para os Estados Unidos em 1884, ele tinha uma carta de apresentação de um homem de Edison, que gerenciava as Edison Corps. na Europa. Então ele chegou aos Estados Unidos em 1884, e como se diz, com um bom conhecimento de onze línguas, quatro centavos no bolso, um livro de poesia, e uma carta de apresentação para Thomas Edison. Isto era o mais importante que ele tinha, a carta de apresentação, porque ela tornou-se, por um período de tempo, o seu sustento.
  Ele foi apresentado a Edison, e imediatamente entrou em discussão com ele sobre as diferenças em sua abordagem básica da eletricidade. Edison era partidário da DC [direct current - corrente contínua], e Tesla, como é bem sabido, era partidário da AC [alternate current - corrente alternada]. Edison não podia ver nada na AC, nem queria ter nada com ela. Ele tinha interesse em investir, se o quiserem, no maquinário DC o qual ele tinha projectado e construído, e nos sistemas de energia que ele tinha montado. Bem, ele trabalhou, quer dizer, Tesla trabalhou para Edison por cerca de seis meses. Eles entraram em uma violenta discussão sobre dinheiro, isto é, sobre uma promessa que Edison tinha feito a Tesla, de que, se ele resolvesse um determinado problema, dentro de um certo limite de tempo, ele, Edison, lhe daria US$50.000,00 como bônus. Bem, Tesla fez o trabalho no prazo e foi a Edison perguntar-lhe pelo bônus. Edison riu, há há, isto era uma grande piada, era o senso de humor americano e tudo isso. Tesla não pensava assim, que aquilo era uma grande piada, fez suas malas e deixou-o imediatamente, indo de novo cavar fossas.
  Depois disso ele encontrou várias pessoas, fez várias coisas, uma delas sendo para o presidente da Western Union, tendo trabalhado para ele por um período de tempo. Este cavalheiro ajudou-o a instalar o seu primeiro laboratório. Com o tempo, tornou-se um cidadão americano, e começou a dar uma série de palestras no antigo Instituto de Engenheiros Eletricistas, o qual, entre os anos de 1880 e final da década de 1890, era muito famoso em Nova Iorque, tendo Tesla se tornado um locutor regular e proeminente, sobre vários assuntos e cursos envolvendo teoria sobre AC, energia elétrica e tudo aquilo que ele pensava que era importante. Com o apoio de todos lá, tudo que ele apresentava era importante.
  Certa vez, ele deu uma demonstração sobre teoria elétrica e energia AC, e um dos frequentadores era o senhor George Westinghouse. Então, aproximadamente em 1889, Westinghouse comprou todas as patentes de Tesla, 20 delas sobre sistemas de geração e distribuição de energia elétrica em AC, pagando-lhe um milhão de dólares em dinheiro vivo, e um royalty de um dólar por cada cavalo-vapor, ou seja, por cada cavalo-vapor produzido pelas maquinas, a partir daquele instante e enquanto durassem as patentes. Isto colocou Tesla completamente nos negócios.
  Em 1893, Tesla ganhou um prêmio por ter fornecido a energia para a Exposição Mundial de Chicago. Era a primeira vez que uma grande exposição tinha qualquer aparelho de geração de energia AC; anteriormente, era a energia DC, quando havia energia disponível, e isto não agradou em nada o senhor Edison, mas, não obstante, Tesla ganhou-a. Ele foi apoiado por J.P. Morgan. E ele também fez algo de notável nesta exposição: demonstrou pela primeira vez, publicamente, um modelo de barco rádio-controlado, em uma doca. Ele repetiu esta demonstração em 1898, no Madison Square Garden, na cidade de Nova Iorque.
  Neste meio tempo, houve uma competição sobre o desenvolvimento de alta tensão e transmissão de energia a longas distâncias, e Tesla ganhou a concessão para construir a estação elétrica do Niágara, a primeira e maior estação de energia hidrelétrica nos Estados Unidos a ser equipada com energia AC. Ele ganhou-a porque ele prometeu que podia transportar energia até a cidade de Nova Iorque, sem perdas, e provou-o. Em 1899, Tesla foi para Colorado Springs para fazer um monte de pesquisas, e neste período ele estava intrometendo-se em várias áreas básicas envolvendo eletricidade em alta tensão e raios elétricos - a bobina de Tesla, se desejarem. Já estava lá há dois anos, quando fez alguns anúncios para a imprensa. Uma delas, em 1899, foi que ele tinha estado em contacto com pessoas de fora do planeta Terra, ETs, se quiserem, em nossa terminologia moderna. A imprensa tomou bastante notas de tudo aquilo, e os colegas cientistas viram aquilo com desagrado, na época. Aquele não era um assunto popular; eles pensavam que ele era talvez um pouco 'biruta', o mesmo que pensariam dele muito mais tarde, um par de décadas mais tarde. Mas ele manteve as suas opiniões.
  Bem, em 1906, com JP Morgan apoiando-o de novo, ele desenvolveu um sistema para transmissão de sinais de rádio e televisão [sic - não existia televisão, na época - NT], e a Torre Wardencliff foi construída em Long Island, em 1906. Cerca de um ano antes de sua conclusão, ele foi até JP Morgan e disse, "Realmente, senhor Morgan, eu pretendo usar esta torre para a produção de ENERGIA LIVRE [grátis], para todo mundo. ENERGIA ELÉTRICA LIVRE". E o senhor Morgan disse a ele, "O que o senhor quer me dizer, senhor Tesla, é que qualquer um pode esticar uma vara de antena na terra, e outra no ar, e pegar toda ENERGIA LIVRE que quiser, e eu não posso colocar um medidor lá para medir isto e cobrar?". E Tesla disse, "Isto é correcto". JP Morgan disse, "Eu vou responder-lhe, senhor Tesla, quando estiver pronto para o senhor". Obviamente, o senhor Morgan nunca o chamou de novo, e cortou-lhe todo os fundos. A Torre Wardencliff ficou lá até 1914, quando foi dinamitada por alguém. E esse foi o fim daquele projecto. Neste meio tempo, Tesla iniciou outras coisas. Eu serei mais breve agora, porque estamos entrando na parte principal disto tudo.
  Em 1917, é claro, teve início uma guerra - a Primeira Guerra Mundial. Tesla foi abordado por Franklin Delano Roosevelt, então secretário da Marinha, para fazer algum trabalho para o governo, com o que ele concordou prazerosamente. Ele também envolveu-se à época com a American Marconi Co., e esta companhia foi confiscada durante a Primeira Guerra Mundial, porque poderia ser um possível rincão de actividades estrangeiras, e vocês conhecem a paranóia usual que existe em tempos de guerra. E a companhia inteira foi absorvida pelo governo, Tesla com ela. Tesla desenvolveu um número de coisas interessantes nesta época, uma das quais foi o Sistema de Antenas Rogers [Rogers Antenna System].
  O Sistema Rogers para transmissão sem fio, tornou isto possível para os militares da época - a patente esteve classificada [secreta] por muitos anos ¾ transmitir comunicações por voz para a Europa, a partir dos Estados Unidos, sem estática e sem ruído, um feito inédito para a época. O sistema ainda é usado hoje em dia pelos militares.
  Em 1919 uma nova corporação foi formada, a RCA, e Tesla tornou-se parte dela. Ela foi formada a partir do antigo núcleo da American Marconi. Tesla permaneceu com a RCA, primeiro como engenheiro, depois como diretor de engenharia, e depois de 1935 como o diretor mundial de toda engenharia e pesquisa para a RCA, onde permaneceu até 1939, época em que se aposentou.
  Durante todo este período de tempo, ele teve uma impecável trilha de recordes em produzir maquinário que trabalhava e nunca falhava, i. é, ele nunca falhava em produzir alguma coisa que funcionasse. Ele era também bem conhecido como alguém capaz de visualizar as coisas em sua cabeça antes de colocá-las no papel, ou em dizer a alguém o que construir, descendo aos menores detalhes. O que é importante é saber isto, e compreender que a abordagem de Tesla aos projectos era largamente intuitiva, não sem uma base matemática, porque ele a tinha, mas a sua matemática era aquela do século passado, dos anos 1880. E havia um monte de coisas conhecidas sobre teoria elétrica na época, mas ainda não foi nesta época que eles desenvolveram o rádio. Hertz entrou nisto entre os anos 1880 e 1890. Tesla nunca concordou com Hertz sobre o que seria uma onda de rádio.
  Mas em 1933 Roosevelt tornou-se presidente dos Estados Unidos. Ele chamou seu velho amigo Nikola Tesla para ir até Washington, e perguntou-lhe, "Você gostaria de fazer mais algum trabalho para o governo", e Tesla disse, "Claro!". Então Roosevelt disse, "Nós temos um projecto para você". Ele iria tornar-se o diretor do que seria mais tarde conhecido como o Projecto Filadélfia. E foi assim que Tesla basicamente veio a envolver-se com esse projecto. Ele foi nomeado pelo presidente, até onde podemos determinar agora. Ele foi o primeiro diretor, isto é mostrado em alguns registos, e eles prosseguiram.
  Em 1936, houve um primeiro teste de algumas máquinas, e isto teve um sucesso moderado. Isto teve como resultado uma invisibilidade parcial, o bastante para encorajá-los e mostrar-lhes que estavam no caminho e na trilha certa, e a Marinha ficou muito interessada; este interesse começou no início de 1931, o que fez aparecer algum dinheiro para pesquisa. E em 1936 eles forneceram mais, e o projecto expandiu-se. Bem, as coisas continuaram se expandindo a partir deste ponto, e mais pessoas vieram trabalhar no projecto.
  Um tal dr. Gustave Le Bon veio a tornar-se um íntimo associado do dr. Von Neumann, e juntou-se à equipa. Não pude encontrar nenhum registo dele hoje, mas não obstante ele estava lá, e um outro homem, um tal dr. Clarkston, que veio aproximadamente em 1940. Agora, já não era apenas este projecto que estava sendo desenvolvido no Instituto. Havia outras pessoas lá, fazendo variadas coisas. O único homem que sabia tudo que estava acontecendo lá, era, é claro, o dr. Einstein; ele era considerado como um general. Se você tinha um problema, ia ver o general. Ele era um general de consultas para todos, qualquer que fosse o projecto. Agora, a coisa continuava a crescer.
  Não entrarei ainda em detalhes sobre como me envolvi nisto, não disse ainda o suficiente para isso. Eu entrei muito mais tarde. Mas acho que o que quero agora é fazer um ligeiro intervalo do lado teórico, e mostrar-lhes um fita de vídeo, parte dele, produzido pela EMI Thorn Corp. da Inglaterra. Este filme foi produzido basicamente em 1983, e ele foi distribuído nos Estados Unidos em 1984 a partir da Inglaterra, para ser exibido em cinemas, para ficar em cartaz até meados de agosto de 1984, e o filme só permaneceu por duas semanas.
  Cerca de três dias antes do filme ser lançado, a EMI Thorn recebeu uma carta do governo dos Estados Unidos dizendo "não queremos que este filme seja exibido nos Estados Unidos". Eles decidiram, depois de alguma deliberação, ignorar a carta, porque eles já tinham planeado as datas de lançamento, e eles disseram, bem, só três dias antes, nós podemos dizer que jamais recebemos a carta. Então eles lançaram o filme, e ele foi mostrado em vários lugares; Nova Iorque, Filadélfia, e como se esperava, houve enormes filas para vê-lo, em várias outras cidades dos EUA; Phoenix, Sedona, AZ., Chicago, Los Angeles, onde estivesse.
  Uma outra carta chegou à EMI Thorn na Inglaterra, logo depois disso e bem rigorosa, "Nós não queremos este filme exibido nos Estados Unidos". Então a EMI Thorn não podia ignorar a segunda carta. Então eles expediram outra de volta para o governo, dizendo 'se vocês quiserem interromper a exibição deste filme, terão que fazer uma injunção judicial para isto'. E o governo dos EUA disse 'nós o faremos', e eles o fizeram. Eles conseguiram uma ordem judicial proibindo a exibição do filme nos Estados Unidos. Aquela ordem judicial foi cumprida um pouco antes de setembro, e o filme desapareceu completamente por dois anos. Neste meio tempo, a EMI Thorn foi em frente e decidiu que iriam lutar, o que fizeram com sucesso. Dois anos depois eles conseguiram uma contra-injunção, derrubando a primeira, e o filme ficou disponível em fita de vídeo. Eu não acredito que ele tenha sido exibido em algum cinema depois disso, mas a fita de vídeo está disponível.
  Agora o filme, a fita de vídeo, "A Experiência Filadélfia" é o título actual. Ele é relativamente preciso na primeira parte do filme, mas eles o embelezaram, eles queriam fazer um filme bem interessante, uma história de amor, e distorceram alguns das partes no final, não obstante, eu gostaria de mostrar-lhes a primeira parte dele, porque é muito apropriado para o que vem a partir deste ponto.
  {O senhor Bielek mostrou um curto excerto do filme (agora disponível em vídeo clubes), chamado "A Experiência Filadélfia". O filme começa do início e continua até os dois rapazes saltarem sobre a amurada do navio. Se vocês ainda não viram este filme, "A Experiência Filadélfia", valeria a pena fazê-lo}.
  O senhor Bielek continua...
  Até este ponto a história é relativamente precisa; eles mudaram uma coisa: a data. Isto ocorreu em 12 de agosto de 1943. Foi uma experiência verdadeiramente desastrosa, mas um pouco aconteceu no intervalo, e isto conduzirá eventualmente ao resto da história.
  Agora, como eu tinha falado, em 1936 eles tiveram um grau moderado de sucesso, mas nada além disto. A intenção original era produzir um campo de invisibilidade em volta de um objecto. Então eles seguiram trabalhando, e em 1940 eles conseguiram o seu primeiro sucesso real sob a direção de Tesla, num estaleiro da Marinha, em Brooklyn. Era um pequeno navio, sem ninguém a bordo. O equipamento especial foi colocado no navio. Ele foi energizado a partir de dois navios, um de cada lado, que o supriam de energia através de cabos de força; no caso de alguma coisa sair errada, eles podiam cortar os cabos, e se as coisas ficassem irremediáveis, poderiam afundar o navio. Mas eles não precisavam ficar apreensivos, aquelas eram precauções que a Marinha sempre tomava.
  Foi um sucesso completo. O pequeno navio tornou-se invisível. Não havia ninguém a bordo desta vez, porque isto seria feito mais tarde, como parte do teste. Bem, aquilo foi declarado como um sucesso. A Marinha estava radiante, eles sentiam isso e liberaram enormes montantes de dinheiro para a pesquisa, e o projecto foi classificado em setembro de 1940, tendo sido denominado "Projecto Rainbow" [Projecto Arco-Íris]. As coisas começaram a engrenar, deste ponto em diante.
  Agora, acho que neste ponto deveria dizer onde entro nisto, eu e o meu irmão. Nasci a 4 de agosto de 1916, em uma área de Nova Iorque, de um senhor Alexander Duncan Cameron, Sr., o pai, e uma mãe que não acredito fosse casada, a partir da pequena pesquisa que pudemos fazer. Tive uma vida bastante monótona, embora agradável, porque havia dinheiro na família. O meu irmão nasceu em maio de 1917. E nós seguimos o nosso caminho feliz. Nós estávamos com tudo, não tínhamos qualquer preocupação com dinheiro. Quando vieram os anos da depressão, nós decidimos ir para a escola e obter educação. O meu irmão foi para a Universidade de Edimburgo, em Edimburgo, na Escócia, até graduar-se em 1939, no verão de 1939, com um PhD em Física. Eu fui para Princeton, onde tirei o bacharelado e o mestrado; fui para Harvard para o meu doutorado. Anteriormente, von Neumann me falara, "Você não deve tirar o seu doutorado aqui em Princeton. Vá para Harvard, é uma escola melhor". Então eu tirei o meu doutorado em Harvard; acho que foi em agosto de 1939. Neste meio tempo, eu deveria acrescentar, houve algumas outras coisas acontecendo nos bastidores, e o que aconteceu estava relacionado ao nosso pai.
  Ele tinha servido na Marinha durante a Primeira Guerra Mundial. Ele era marinheiro, pelas fotos que temos em nosso álbum de família. Quando ele engajou-se e quando deixou a Marinha, não sabemos exatamente. Estes documentos perderam-se. Mas, até onde sabemos, ele passou vinte anos lá, tendo se reformado no início dos anos 30. Não sabemos qual patente ele atingiu, nem quais conexões ele tinha, mas ele devia ter várias e interessantes conexões com a inteligência, devido ao que aconteceu a partir daí.
  Agora, os anos 30. A partir daí, ele nunca mais trabalhou um dia em sua vida... a propósito, ele não precisava disto. Agora, nos anos 30 ele tinha um passatempo, que era a construção de enormes barcos a vela, os quais ele usava para disputar várias regatas, em volta de Long Island, o que era muito comum então. Ganhou um ou dois troféus. Quando se cansava do barco, vendia-o e construía outro. Neste meio tempo, ele veio também veio a tornar-se muito activo em outras coisas. Estas outras coisas eram o contrabando de cientistas fugitivos do nazismo e da Alemanha, trazendo-os para os Estados Unidos. Esta é uma longa história, e eu não necessito realmente alongar-me nela. Mas isto cessou em 1939, quando a guerra começou. Em setembro de 1939, devido aos arranjos de meu pai, que aparentemente tinha muita influência na Marinha, ficou combinado que nos alistaríamos nesta, o que fizemos nesta data. Fomos então comissionados e enviados para uma escola especial de treinamento naval em Providence, Rhode Island, por 90 dias. Nós estávamos, provavelmente, entre os primeiros a passar pelo que seria mais tarde chamado de "os 90 dias maravilhosos" na Marinha. Em 90 dias você era treinado como oficial, e era suposto que saberíamos de tudo. Seja como for, estávamos então ao final de 1939, começo de 1940. Nós fomos designados para o instituto. Agora, neste meio tempo, tínhamos tido algum contacto com ele, e íamos lá periodicamente. Eu mesmo tinha estado lá por um período de tempo, porque estava em Princeton. Mas fomos designados para o instituto em tempo integral, e nosso trabalho era representar o interesse da Marinha neste projecto. Eles queriam duas pessoas que tivessem experiência científica e treinamento para relatar acuradamente, na teoria e na prática, tudo o que se fizera, estava sendo feito ou iria se fazer.
  E este era o nosso principal trabalho. Tínhamos sido designados para o instituto, e tínhamos também escritórios no estaleiro da Marinha, em Filadélfia. Agora em 1940, como eu tinha dito, um teste tivera sucesso. O projecto fora classificado. Foram dados fundos ilimitados a Tesla, em companhia do grupo, o qual continuou a se expandir. Não me lembro de todas as pessoas envolvidas, mas tivemos uma outra estrutura que veio a ser criada, uma estrutura da Marinha. Até agora eu toquei em grande parte na parte civil disto. Agora, há uma parte da Marinha.
  No topo estava o Office of Naval Engineering [Escritório de Engenharia Naval]. Naqueles dias, eles não tinham um Office of Naval Research [Escritório de Pesquisas Navais]. Este era o Office of Naval Engineering, e Hal Bowen, Sr., Almirante, era o encarregado. Ele não somente era o supervisor da Marinha para este projecto, mas para todos os projectos de desenvolvimento de engenharia desta natureza, durante a guerra. Este escritório, a propósito, foi fechado em 1946, e substituído pelo Office of Naval Research, do qual Hal Bowen foi novamente o diretor até reformar-se em 1947. Mas durante aquele período ele foi, pode se dizer, o manda-chuva na Marinha. Abaixo dele havia várias outras pessoas. Havia um comando firmemente estabelecido. Não entrarei em detalhes, mas havia um tenente-comandante, Alan Batchelor, que tornou-se uma espécie de chefe da equipa, e cuidava do pessoal que iria trabalhar no projecto de invisibilidade, o qual era então desenvolvido em duas fases.
  Alan Batchelor, a propósito, ainda está vivo; ele reformou-se da Marinha. Ele reformou-se como tenente-comandante. Eu o conheci pessoalmente. Eu não sabia, por um longo período de tempo, se haveriam outros sobreviventes, e então repentinamente descobri sobre este cavalheiro através de outros amigos em Nova Iorque, e conversei com ele, eventualmente indo visitá-lo. E ele se lembrava, essencialmente, de todo o projecto. De facto, ele identificou-me pelo telefone, na conversação telefônica. Ele disse, "Sim, você trabalhou no projecto, eu me lembro de você. Não, seu nome não era Bielek". Eu disse, "Bem, e qual era, então?". Eu queria ver se ele se lembrava. Ele me disse o nome, e se lembrou de meu irmão. Isto tudo apenas margeia a história principal.
  Agora, uma das outras coisas que tinham que ser feitas era desenvolver uma equipa especial. Isto veio a ser feito um pouco mais tarde. Em janeiro de 1941, a Marinha decidiu que eu e o meu irmão necessitávamos de alguma experiência marítima, então eles nos transferiram para o estaleiro da Marinha no Brooklin, e cerca de um mês ou mais depois, fomos designados para o Pensilvânia, uma conservada equipa de guerra, e saímos em direção ao Pacífico. Ficamos por lá por todo o ano de 1941. Por volta de outubro de 1941, quando o Pensilvânia foi levado para Pearl Harbor, para um dique seco para realizar alguns reparos, nós tiramos uma licença e fomos para São Francisco. Estávamos com tudo na São Francisco daqueles dias, e ficamos lá durante os meses de outubro e novembro, início de novembro; e neste mês finalmente decidiu-se que nós íamos voltar para Pearl Harbor. Nossas ordens eram breves, e em 5 de dezembro já estávamos na pista para tomar o avião, na Base Aérea Naval, para sermos mandados de volta para Pearl Harbor, quando fomos interceptados por um capitão da Marinha, que nos cumprimentou e falou, "Suas ordens foram canceladas. Venham comigo". Nós o seguimos subindo as escadas para uma sala da Base Naval, e encontramos Hal Bowen, Sr., que falou, "Cavalheiros, suas ordens foram canceladas. Talvez vocês saibam que estaremos em guerra com o Japão dentro de 48 a 72 horas. Nós esperamos um ataque a Pearl Harbor. Vocês são muito valiosos para serem mandados de volta a Pearl Harbor; vocês permanecerão aqui na área de São Francisco. Vocês podem trabalhar com papelada. Vocês serão designados para o Pensilvânia; ele está lotado em São Francisco. Podem terminar o seu turismo aqui em São Francisco. Depois, voltarão para o Instituto, para continuarem o seu trabalho. Apreciem enquanto podem, porque depois não haverá mais tempo, e lá não haverá nada além de trabalho pesado para vocês". E fizemos isso, e gostamos muito. E voltamos para lá em janeiro de 1942.
  Mas neste ponto, um monte de coisas tinham acontecido. Tesla tinha conseguido um navio de guerra, através de um amigo. Eu acho que era Franklin Delano Roosevelt, que estava na Casa Branca. Ele disse, "você pode ter este navio; vá em frente, torne-o invisível". Havia plena confiança de que ele podia fazê-lo. Daí, este estava prosseguindo com a construção do maquinário. Havia vários, três transmissores de RF [radio-frequency - rádio frequência], um gerador principal, acredito eu, então havia dois. O plano geral de ataque, sem me tornar altamente técnico, era uma série de bobinas magnéticas alimentadas por estes geradores, as quais produziriam um campo magnético muito intenso, e inicialmente elas eram enroladas em volta do casco do navio. Depois, isto foi mudado para bobinas montadas no convés, quatro delas. E campos de RF, todos sincronizados com frequências especiais, e com uma modulação de formas de onda desenvolvida por Tesla, as quais iriam produzir o campo de invisibilidade.
  Ao longo de todo este tempo (terei de preenchê-lo um pouco com Tesla), ele fez um outro anúncio para a imprensa, em 1923, acerca de conversação com ETs fora do planeta, o que caiu em alguns ouvidos interessados, mas em muitos ouvidos moucos, também. E ele afirmava estar em comunicação com ETs. Depois de ter-se aposentado da RCA, ele tornou-se mais activo neste projecto, mas ele também mantinha um laboratório em seu refúgio no Hotel Nova Iorque, em Nova Iorque, no último andar. Ele tinha um outro laboratório em Nova Iorque, não muito importante, em um lugar separado. Sem que muita gente soubesse, ele mantinha um segundo laboratório, o qual aparentemente era o principal, no topo do Wardolf Astória, em ambos os terraços. Ele mantinha um transmissor instalado no Wardolf, e suas antenas receptoras e os receptores, que tinham sido construídos pela RCA sob a sua direção, estavam no New Yorker. E sei de duas pessoas que trabalharam com Tesla, durante aquele período, que dizem que ele estava usando aquele equipamento, ele estava conversando com alguém, quase todo dia, e um deles foi enfático: era alguém de fora do planeta. Falando claramente, ele estava se comunicando com ETs!
  Quem? Não tenho idéia. Isto nunca foi revelado. Mas durante aquele período ele conseguiu mais informações, porque foi repentinamente até a Marinha e disse, "Nós iremos ter problemas. Iremos ter um problema realmente sério. Vocês não poderão gerar a quantidade de energia necessária para fazer um navio enorme desaparecer sem ter efeitos sobre os tripulantes. Eu preciso de mais tempo. Preciso desenvolver contramedidas, para evitar que o pessoal sofra danos". A Marinha disse, "Você não pode. O seu prazo está quase a terminar. Há uma guerra em andamento. Faça isto funcionar. Você pode fixar a data, mas não pode mudá-la".
  Faça-o funcionar, em outras palavras. Havia um prazo limite, que aconteceu de ser março de 1942. A data do teste aproximava-se; ele ficou apreensivo com aquilo, e finalmente decidiu, se não houve prorrogação no tempo e ele não pudesse modificar a maquinária para corrigir o problema, só restaria uma saída. E isto seria sabotar o equipamento, não destruindo-o fisicamente, mas certificando-se de que ele nunca iria funcionar, quando fosse ligado, e isto é o que ele faria na data do teste, em março de 1942. O navio de guerra não teria uma tripulação especial. Ele tinha a tripulação regular, muito embora tivesse o equipamento especializado. As chaves foram viradas e nada aconteceu. O senhor Tesla inclinou-se, e falou, "Bem, cavalheiros, a experiência falhou, e é hora de deixá-los. Há uma pessoa aqui que pode tomar conta disso e fazer as coisas funcionarem para vocês. E aqui está o dr. John Von Neumann. Adeus!".
  Como a história conta, ele foi despedido. Há uma outra história, que diz assim, "Vocês não podem despedir-me, eu renuncio". Qualquer que seja o caso, ele se foi. Havia algum outro interesse, e ele fez outras pesquisas a partir deste dia até a data de sua morte, em 7 de janeiro de 1943, as quais figuram entre as outras coisas que aconteceram mais tarde, mas que não estavam diretamente relacionadas com a experiência, à época.
  Agora, naquele período, vários outros projectos estavam em andamento. Um deles, que estava sendo desenvolvido e já estava funcional, anterior a este projecto, e que estava sendo feito basicamente no estaleiro da Marinha e também no Instituto, sob a direção específica de Einstein, eram as experiências com desmagnetização [Degaussing]. Eu não sei quantos de vocês sabem disso, mas anterior à Segunda Guerra Mundial, em 1938, os alemães desenvolveram um novo tipo de mina, chamada mina magnética. Ela não explodia por contacto, ela explodia ao detectar a massa magnética do casco de aço do navio que se aproximava. Isto distorcia o campo magnético da Terra, o que era usado pelos elementos sensíveis desta mina; e quando ela estava bastante perto do navio, ou embaixo dele, sem qual quer contacto sendo feito, o mecanismo disparava, a mina explodia e abria um buraco no fundo do navio, e este era o fim dele. A Marinha dos EUA sabia disto, e eles queriam desenvolver contramedidas, o que fizeram. Eles tiveram bastante sucesso. Tanto sucesso, de facto, que os alemães abandonaram a mina magnética em 1943, e voltaram às minas comuns, as quais, se vocês não sabem, não é afetada por este tipo de equipamento. O formato tradicional deste equipamento envolvia enrolar dois conjuntos de cabos em volta do navio, e colocar geradores especiais a bordo; não havia nenhuma intenção de produzir invisibilidade, radar ou outra coisa qualquer, era estritamente uma forma de explodir aquelas minas magnéticas alemãs. Eles explodiram montes delas, e salvaram muitos navios como resultado disto, e o projecto foi um completo sucesso.
  Acho que neste ponto devemos mostrar os slides.
  Neste momento, o senhor Bielek mostra alguns slides da faculdade de Princeton. Estes slides incluem vistas da escola, e. é, a sala onde ele ensinava, o pátio interno, algumas árvores, e outros itens em volta da escola. Mas ele também mostrou um slide do prédio onde eles primeiro conduziram a experiência de tornar as coisas invisíveis opticamente invisíveis! O senhor Bielek apresentou outros slides do equipamento original da Experiência Filadélfia, do Eldridge, o navio no qual a experiência foi realizada. Alguns dos slides mostravam geradores especiais, e controles. Ele também mencionou que ele sabia que este equipamento viera do Eldridge, por causa das VIBRAÇÕES, que estavam em volta deste equipamento.
  E o senhor Bielek continua...
  Ok, uma vez a experiência tendo falhado devido à preocupação de Tesla, o dr. Von Neumann tomou conta. Agora, algumas das outras pessoas em segundo plano que tomaram parte neste projecto são bem conhecidas. Uma delas é T. Townsend Brown. Ele tem uma longa história; muitas pessoas o conhecem pelo facto de ter ele trabalhado no campo dos OVNIs, com eletrostática, tentando provar que pode-se fazer um objecto mover usando apenas a alta tensão de campos eletrostáticos. E ele fez muitos funcionarem, e isto está muito bem pesquisado e documentado. Ele trabalhou na universidade com alguém chamado dr. Bifield [Biefeld], e o efeito tornou-se conhecido como o efeito Bifield-Brown.
  Eventualmente, ele foi descoberto pela Marinha. Ele uniu-se à Reserva Naval em 1933, e tomou parte em vários pequenos projectos. Em 1939 eles o indicaram para o serviço activo, e ele foi para a Marinha. Lá, eles lhe deram o projecto de desenvolvimento de contramedidas para minas. E este era, basicamente, o seu departamento. Havia várias áreas de especialidade, ele trabalhou no projecto mina magnética. Ele também era considerado um especialista em RF, então ele também trabalhou na Experiência Filadélfia, pelo menos no âmbito de projecto de um transmissor especial de rádio, e uma torre para suportar as antenas, que era a torre alta que se podia ver depois no Eldridge, e que é mostrada no filme, e isto está correcto, que ela estava quebrada, e por isto caiu. Este foi o seu trabalho, não quebrá-la, mas montá-la e testá-la.
  Antes que o dr. Von Neumann pudesse completar o seu trabalho, ele disse à Marinha, "Tenho que reestudar esta coisa. Obviamente, ela não funciona, tenho que voltar atrás e descobrir o motivo". E ele precisava de muito tempo. A Marinha não teve escolha, a não ser dar o tempo que ele precisava. Então foi em 1942, uma boa parte de 1942, de muito estudo teórico. Por volta de maio de 1942, eles decidiram que iriam precisar de um navio especial. O navio de guerra não estava mais disponível; ele voltara ao serviço. Eles decidiram que queriam construir um veículo de teste a partir do zero. Então por volta de junho ou julho decidiram ir às pranchetas de desenho para escolher que navios poderiam estar disponíveis, entre os que estavam sendo construídos, e eles escolheram um "DE 173", o qual foi mais tarde batizado como "Eldridge". Ele não era conhecido nesta época por este nome.
  E em julho eles modificaram os desenhos. Decidiram onde iriam querer os dois geradores. A razão porque tiveram que fazer a modificação era que o destróier, o 'DE', era uma navio muito pequeno. O seu deslocamento normal era de 1.500 toneladas, e não 30.000. Como consequência, eles tinham que montar o equipamento, que era muito pesado, com muito cuidado. O que eles decidiram fazer foi deixar de fora a torreta de canhão frontal, e em seu lugar colocariam os dois geradores. Então eles montaram os dois geradores dentro deste espaço onde iria normalmente a torreta, o depósito de pólvora e tudo mais. O motor de alimentação dos geradores, o sistema diesel elétrico para alimentar o sistema todo, e quatro transmissores foram eventualmente montados no convés. Mas o navio tinha que ser primeiro construído. Ele ficou pronto por volta de outubro de 1942, e então foi levado a um dique seco, onde começaram as montagens de várias peças do equipamento. Por volta de janeiro de 1943 ele estava virtualmente pronto.
  Agora, à medida que a "equação humana" era considerada, o que ele iriam fazer com a tripulação... por volta de junho 1942 eles decidiram que teriam uma tripulação especial. Todos voluntários, escolhidos a dedo, que seriam, como o foram, essencialmente marcados pelo resto de suas vidas. Eles eram voluntários, eles não seriam responsabilizados, e por aí, e iriam dizer a eles que iriam participar de uma experiência exótica, na qual havia algum perigo possivelmente envolvido. "Você quer ser voluntário?".
  Bem, eles conseguiram o tipo de gente que queriam, cerca de 33, e eles foram para uma escola especial de treinamento em Groton, Connecticut, uma Academia da Guarda Costeira. Foram cerca de três meses de treinamento. Eles graduaram-se em dezembro de 1942, e quem era o instrutor da classe, que aparece naquela foto, onde se vê também a classe inteira que estava se graduando? Está ainda nos álbuns de fotos da família, acreditem ou não, era o nosso pai, em seu uniforme naval. Como ele voltou para a Marinha, nós não sabemos, a menos que fosse um uniforme da Guarda Costeira, mas parecia-me um uniforme da Marinha. E todas as pessoas que se alistaram, incluindo dois oficiais de alta patente, eles foram então, pode-se dizer, carregados para Filadélfia, para onde estavam designados, não sabendo, é claro, quando o navio ficaria pronto. E eles ficaram ali em disponibilidade até que fossem necessários. Aqueles trinta e três foram até o fim do treinamento, e foram avisados de certas coisas, mas ninguém esperava o que aconteceu então. Desde que uma tripulação especial estava disponível, o navio foi sendo aparelhado, tudo indo em frente, e em janeiro de 43 foram iniciados alguns testes, de sistemas separados. Nada foi jamais testado em conjunto, e não poderia ser, porque aquele era o teste final.
  Então vários subsistemas foram testados; os geradores, os transmissores de RF. Tesla tinha usado três, Von Neumann aumentou para quatro, e ele finalmente decidiu a potência dos transmissores seleccionados por Tesla, que eram General Electric. 500 kilowats de CW [continuous-wave - onda contínua, não modulada] não eram suficientes. Ele colocou boosters [dínamos de reforço; amplificadores] neles para elevar cada um até 2 megawats de CW, e os dois geradores permaneceram essencialmente o mesmo, 75 KVA cada. Baixa frequência regulada, alimentação dos motores, circuitos especiais de sincronização, para ter certeza que os dois geradores estariam em absoluta sincronia, caso contrário não funcionariam. Um sistema especial de geração foi construído com um outro estranho dispositivo herdado directamente de Tesla e que era o gerador de Referência de Tempo Zero.
  Agora, o que é uma Referência de Tempo Zero? Este é um termo que vocês nunca verão nos livros didáticos. Este é um sistema o qual simplesmente fecha com o campo da Terra, a estrutura do campo magnético da Terra, e também a sua ressonância de massa através de um sistema muito engenhoso projectado por Tesla. Agora, todos os planetas em nosso sistema e todos os planetas através da galáxia estão basicamente fechados cosmologicamente, e tendo o que podem chamar uma Referência de Tempo Zero, o qual é o centro de nossa galáxia. Tudo tem de ter uma referência com este ponto de Tempo Zero, ele é uma referência real. Com relação ao tempo local, você deve colocá-lo em referência a isto, para fazer tudo funcionar. E Tesla encontrou os meios para fazê-lo, de um modo bastante simples. Estes geradores de referência existem em cada sistema FAA [Federal Aviation Administration - Administração Federal de Aviação] já construídos para a rampa inclinada (sic?), nossos sistemas em terra, e isto era parte do sistema. Todos os geradores, tais como um que eu lhes mostrei, e vários outros equipamentos. Foram usadas cerca de 3.000 válvulas a vácuo '6L6' para alimentar as bobinas de campo dos dois geradores, esta seria uma estimativa acurada; a propósito, talvez não fosse exatamente isto, senão no sentido de que era um grande número de válvula a vácuo, cerca de 3.000 no total.
  Por volta de março de 1943 Von Neumann começou a ficar abalado. Ele não acreditava em Tesla, que ficava dizendo, "Haverá um problema com o pessoal"; ele não acreditava nisto. Bem, eu e o meu irmão acreditávamos em Tesla, porque tínhamos grande respeito por ele, e começamos e entrar na matemática e nas equações e nas coisas que Tesla nos dizia. Finalmente, concordamos com ele, e ficamos dizendo a Von Neumann que, 'você não pode ligar este sistema do modo como está. Você terá um problema, como Tesla avisou'. Bem, a simples menção do nome de Tesla fazia Von Neumann explodir, ele ficava muito perturbado quando este nome era mencionado. Eventualmente, no entanto, ele captou a mensagem. Ele disse, "Pode ser que haja um problema. Bem, vamos ver o que podemos fazer sobre isto".
  Ele decidiu adicionar um terceiro gerador. Eles projectaram e construíram um e o colocaram por volta de abril, começo de maio. Aqui, não estou realmente certo de onde o colocaram, pode ter sido no convés ou embaixo dele, porque ele não podia ficar muito tempo. Eles tiveram problemas, problemas muito sérios, eles não conseguiam sincronizá-lo com os outros dois. A propósito, nesta mesma época, início de 1943, um terceiro homem, o meu irmão e eu fomos os escolhidos para operar o equipamento, e fomos treinados para operar todo o sistema, porque nós sabíamos o que ele era, e tínhamos os antecedentes educacionais para apreciar o que se estava tentando fazer.
  Mas como o filme mostra, e isto está correcto, nós estávamos em uniformes de marinheiro. Tínhamos o posto de especialista de primeira classe [oficiais], mas quando estávamos entre o resto da tripulação, nós usávamos estes uniformes, e estávamos trabalhando com eles a maior parte do tempo. Naqueles dias, havia um sistema de castas muito forte na Marinha. Novos oficiais não se misturavam com os outros homens, a não ser para dar-lhes ordens. Você não trabalharia com eles dessa maneira, nesses uniformes, naqueles dias. Eles o fazem agora, e também nos submarinos. Mas foi-nos dito para usar estes uniformes quando estivéssemos trabalhando com a tripulação, ou fazendo testes no navio.
  Um terceiro homem foi-nos dado, um ajudante de nome Jack, e ele era um técnico eletrônico de primeira classe que conhecia de tudo um pouco, e tinha os antecedentes correctos. Por volta de junho, meio de junho, em um dos testes, este terceiro gerador ficou ligeiramente furioso. Começou a emitir enormes arcos, e Jack foi atingido por um deles, e ele caiu como um animal atingido. Pensamos que ele estivesse morto, e os médicos entraram e o puxaram para fora; ele estava em coma. Ele permaneceu assim por quatro meses, recuperando-se mais tarde. Ele nunca mais fez parte do projecto.
  Então Von Neumann olhou aquilo e disse 'o gerador não está bom, removam-no'. Ele foi removido e nós voltamos para os outros dois geradores. Ele coçou a sua cabeça, e voltou-se para o que não estava em ordem. 'Bem, o que nós fazemos agora?'. Decidimos continuar. A Marinha, é claro, o estava pressionando neste meio tempo, 'Você tem que levar esta coisa adiante'. Eles fizeram um monte de testes. Eventualmente, em fins de junho, começo de julho, eles decidiram, o navio ali há tempos saiu do dique seco e foi assentado na zona portuária, no estaleiro da Marinha em Filadélfia. Nós, a propósito, tínhamos um escritório lá, no topo de um dos prédios. De alta segurança, com uma vista para o porto. Eles decidiram que o Eldridge iria para o mar para ser experimentado, o que era normal. Então ele passou três dias no mar. No meio de junho, num cruzeiro de adaptação. Tudo estava certo. Ele não tinha levado a sua tripulação especial desta vez. Levou uma tripulação normal. E ele voltou, tudo estava óptimo. Ele foi para o porto, para o teste final.
  Finalmente, a 20 de julho, eles decidiram que o navio estava pronto para o teste final. Então a tripulação especial de teste foi reunida, o capitão que iria comandar o navio, um homem de nome Hangle, Capitão Hangle, um capitão da Marinha, foi a bordo. Ele não era o capitão definitivo. Todos os 22 foram para bordo, nós inclusive. Como o filme mostrou, o navio saiu para sua posição, a sua localização no porto. Às 09:00 horas mandaram-nos virar as chaves, na verdade uma série completa delas. Havia somente dois geradores, então o filme é ligeiramente pouco preciso a este respeito. Então eles funcionaram e o navio tornou-se invisível, de acordo com os observadores. Eles o deixaram assim por cerca de 15 a 20 minutos. Disseram-nos para desligá-los e para trazer o navio de volta para o porto, e nós o fizemos. E foi somente quando fomos de volta para o porto que percebemos que havia um sério problema.
  O pessoal, aquele que estava sobre o convés (havia alguns acima, e outros por baixo do convés), estavam totalmente desorientados, nauseados, vomitando, quase delirando e obviamente nada bem. Então a Marinha viu o estado das coisas, eles disseram para a tripulação sair, que eles nos dariam uma nova. Von Neumann sabia então com certeza que tínhamos problema com o pessoal, e foi dizer à Marinha "Preciso de mais tempo para estudar este problema. Precisamos descobrir o que aconteceu, e corrigir". A Marinha disse, "Você tem uma data-limite, e ela é o dia 12 de agosto de 1943. Ou você faz o teste até lá, ou então esqueça!". Eles não lhe deram uma razão para isso. Nem a nenhum de nós. Eu fui a Hal Bowen e perguntei-lhe de onde esta ordem viera. Ele nos dera a ordem. Ele disse 'Eu não sei, mas descobrirei de onde ela veio'. E finalmente ele descobriu, através da cadeia de comando, que ela viera da CNO, ou seja, do Chefe de Operações Navais (Chief of Naval Operations), o que ele achou algo peculiar. O Chefe de Operações Navais incumbia-se de conduzir a guerra, onde os navios iam, o que eles fariam. Ele não se preocupava com os detalhes de um projecto de engenharia realizado em um estaleiro em Filadélfia. Eu vou dizer-lhes, se há um projecto de engenharia de alguma espécie, então alguma coisa está acontecendo. Ela provavelmente veio de um nível ainda maior. Bem, nós tínhamos a data, Von Neumann e todos mais trabalhavam dia e noite tentando fazer as correções. A Marinha decidiu, neste meio tempo, que eles não queriam invisibilidade total. Eles queriam somente invisibilidade ao radar. O raciocínio por trás disto era que, à época, claro, nós não tínhamos coisas tais como sistemas de guia por inércia, ou sistemas mundiais de navegação Loran e Shoran. Um é em baixa frequência, e o outro em frequência média. Tudo que você precisava para navegar era a luz do sol, o olho e o radar. Se você fizer o navio invisível ao radar à noite, você não pode dizer onde ele está, a menos que ele esteja opticamente visível. Se ele estiver opticamente invisível, você pode abalroar um navio que esteja perto. Este era o pensamento, e eles disseram, não queriam mais invisibilidade óptica. Von Neumann disse que podíamos modificar o equipamento para isto, e ele o fez.
  E a data fatal chegou, 12 de agosto de 1943. Voltamos outra vez para o porto. Todos estavam um pouco inseguros, meu irmão e eu em particular. Então nós fomos para a base, as ordens vieram para abaixar as chaves, para ligar o equipamento. Por cerca de 60 a 70 segundos, tudo parecia bem. Eles tinham a sua invisibilidade ao radar, você ainda podia ver o navio, o seu contorno.
  Então, houve um relâmpago azul, e o navio desapareceu totalmente. Neste momento, claro, Von Neumann entrou em pânico. O navio desapareceu completamente, e eles não sabiam o que tinha acontecido com ele. Cerca de quatro horas mais tarde o navio reapareceu no porto, no mesmo lugar onde ele estava. Era bastante óbvio, quando ele reapareceu, que alguma coisa estava errada. Eles enviaram uma equipa em uma lancha, porque eles não tinham tido respostas aos sinais de rádio. Eles tiveram indicações de que alguma coisa estava seriamente errada. Eles já podiam ver isto, porque a antena na superestrutura estava quebrada. Então a equipa foi para lá, e quando subiram a bordo, encontraram o seguinte:
  Dois homens embutidos no aço do convés; dois homens embutidos no aço do anteparo; o quinto homem estava com mão embutida no aço do anteparo; ele estava vivo, eles cortaram sua mão fora. Eles lhe deram uma mão artificial. Pessoas andando de um lado para outro completamente malucos, realmente insanos, fora de si. Pessoas que apareciam e desapareciam. Alguns estavam em chamas, se vocês se lembram da história bíblica acerca do arbusto ardente, que queimava sem se consumir. Alguns homens estavam assim. E todos estavam seriamente desorientados. As únicas pessoas que escaparam a esta desorientação foram os que estavam sob o convés, o que incluía a mim e ao meu irmão. É aqui que entra a parte mais interessante da história.
  O que aconteceu ao navio e o que deu errado. Nós saltamos sobre a amurada esperando cair na água; ao invés disso, nós caímos em 1983, 12 de agosto de 1983, em meio de um outro projecto chamado Projecto Fênix (Phoenix Project), em Montauk, Long Island, à noite, do lado de dentro de suas cercas periféricas. Eles tinham conseguido tornar aquilo operacional, à época, e tinham guardas, cães, e um helicóptero regular de patrulha. Nós fomos iluminados pelo holofote de um helicóptero; nós não sabíamos o que era um helicóptero. Os guardas vieram, agarraram-nos, e nos levaram por umas escadas abaixo. Havia cinco níveis no subterrâneo até Montauk, e era lá onde a maior parte do equipamento estava. E nós fomos apresentados ao dr. Von Neumann. 'Bem, quem é você?'. 'Eu sou o dr. Von Neumann'. Nós estávamos mais do que chocados, porque tínhamos acabado de deixá-lo, em 1943 ele era um homem relativamente jovem, e ali estava um homem bem mais velho se apresentando como Von Neumann. Ele disse rapidamente para nós o que tinha acontecido, o que estava acontecendo, porque ele possuía os relatórios finais. Aquilo era uma longa história. Como isto acontecera? E ele disse, "Cavalheiros, vocês precisam voltar e desligar o equipamento no Eldridge; isto já aconteceu, de acordo com os nossos registos, mas ainda não aconteceu na realidade, não tinha acontecido ainda, mas vocês precisam voltar lá e fazê-lo. Nós não podemos desligá-lo daqui. Não podemos desligar esta estação; o que tinha acontecido era que as duas experiências no tempo, distanciadas exatamente quarenta anos no tempo, tinham se acoplado uma à outra, o que criou um buraco no Hiperespaço, que sugou o Eldridge para dentro dele.
  "Em um sentido vocês tiveram sorte; vocês saltaram do navio e cairam aqui". A outra pessoa, a propósito, ainda está a bordo, fechada dentro de uma bolha de energia que rodeia o navio. Ele disse, "Esta bolha no Hiperespaço está se expandindo, e vai criar alguns sérios problemas; não sabemos quão longe isto irá, se não o desligarmos. Poderia engolir parte do planeta". Havia um monte de especulações; ele percebeu que isto era uma coisa da qual estes não tinham nenhum conhecimento, e eles tinham que estabelecer o controle pelo desligamento do elemento principal que estava gerando o campo, e este era o Eldridge. O Projecto Fênix - não vou contar a sua história aqui, mas neste momento, que acontecera foi o último dia que ele estava on-line, tinha a capacidade, naquele momento, já tinha tido há ano e meio para dois anos um total controle do tempo, e eles podiam mandar-nos de volta ao Eldridge, o que eles fizeram. Eles disseram, você tem que fazer o que for necessário para desligar o equipamento, esmagá-lo, se for preciso. Foi o que fizemos. Nós pegamos os machados e esmagamos tudo que estava à vista. Os bastidores com válvulas a vácuo, as chaves de energia, tudo que formava o circuito de controle, e os geradores pararam, eles vagarosamente pararam de girar, até pararem por completo, e as coisas começaram a se restabelecer e a voltar ao normal, e o navio voltou ao seu lugar no porto. Ao mesmo tempo, um outro após uma passagem de cerca de três ou quatro horas, naquele momento, eu fiquei no navio. Meu irmão decidiu, de facto, como me lembro, que ele tinha ordens para retornar a 1983, então ele saltou sobre a sua amurada de novo. Ele acabou em 1983.
  Eles abordaram o navio; encontraram, é claro, a antena quebrada. O equipamento no convés estava intacto. O equipamento abaixo do convés, no buraco, estava desmantelado, conforme eu disse, e eles viram o estado terrível que estava o pessoal. Bem, eles não podiam levar o navio de volta com o pessoal. Trouxeram outra tripulação, e levaram o navio à base, e tiveram reuniões por quatro dias com Von Neumann, Le Bon, Hal Bowen, Batchelor, e inúmeras outras pessoas. "Bem, o que fazemos agora". Então eles decidiram que fariam mais um teste, eles reconstruiriam o equipamento, mas desta vez o teste seria sem pessoas a bordo, como tinham feito da primeira vez com outro navio. Eles reconstruiriam e refariam a fiação elétrica no Eldridge. Então, no final de outubro, eles levaram o navio para a parte mais exterior do porto, à noite, levaram-no com uma tripulação comum, que logo deixou o navio. Eles tinham milhares de metros de cabo, então eles podiam ligar o equipamento, e tinham esperança de poder desligá-lo. Na hora apropriada, por volta de 10:00 horas da noite, ou 22:00 horas pelo horário da Marinha, eles ligaram o equipamento e o navio imediatamente desapareceu. Agora, isto leva às lendas, às histórias apócrifas do Eldridge aparecendo no porto de Norfolk, Virgínia, e muitas pessoas relataram isto, ele foi visto lá por dez ou quinze minutos, e desapareceu. Então ele voltou ao porto em Filadélfia. Quando ele voltou, eles não tiveram que desligar o equipamento, pois já estava desligado, e metade dele tinha desaparecido. Eles viram que dois gabinetes transmissores e um dos geradores tinham desaparecido. A sala de controle estava em ruínas fumegantes. Ninguém havia feito aquilo, mas estava assim. A Marinha concluiu que aquilo era algo do qual eles nada conheciam, e eles decidiram descartar totalmente o projecto, naquele ponto. Mandaram o Eldridge de volta para o estaleiro, retiraram tudo, reequiparam-no como um navio normal, o que ele era, e ele foi mandado para o mar como um navio normal, com um capitão normal, o qual tinha sido designado em agosto, em 22 de agosto ele foi batizado após o segundo teste, o qual foi o desastre real.
  Ele teve uma missão normal no mar durante a guerra. Em 1946, ele foi ancorado e deixado às traças, junto com muitos outros navios. Em 1950, o presidente Truman fez a transferência de cerca de cinquenta destróieres para a Grécia e outras nações da Europa. O Eldridge era um deles. Ele foi para os gregos. A Marinha rebatizou-o de Leão. A Marinha tido tido repetidos problemas com todos eles, e eles tiveram que despojá-los, repintá-los e reequipá-los, e fora isto eles não tinham mais problemas. Ele pode ainda estar em serviço na Marinha grega, pelo que sei. Eles não descartam navios tão rápido como nós fazemos. Mas eles também herdaram o diário de bordo, o diário de bordo do Eldridge. Como as leis marítimas declaram, o diário de bordo deve ir com o navio. Bem, ele foi. Quando eles o abriram, encontraram uma coisa muito interessante. Todas as páginas do diário anteriores ao dia 1 de janeiro de 1944 estavam desaparecidas, e não havia nenhuma história do que tinha acontecido ao navio. No que concerne ao diário de bordo, os gregos não podiam fazer nada sobre isto. Eles não podiam reclamar à Marinha, senão esta não mais faria o favor de dar sobras para eles. Então, este foi o fim da saga do Eldridge.
  O projecto foi fechado. Neste momento, há um outro aspecto interessante que eu esqueci de mencionar, e que figura na história toda. Aproximadamente seis dias antes do teste final com o Eldridge, em agosto, aquele que foi um completo desastre, três OVNIs apareceram sobre o Eldridge. A que altitude, eu não sei. Não me lembro de tê-lo visto. O meu irmão o viu, assim como outras pessoas. E ficaram por ali, imóveis. Agora, o que eles estavam a fazer, não sabemos, apenas que eles estavam lá, observando. No momento do teste, quando o navio desapareceu para dentro do Hiperespaço, um daqueles OVNIs desapareceu com ele. Ele ficou encerrado em um subterrâneo, em Montauk. Ele foi sugado através do Hiperespaço, e terminou no subterrâneo, intacto! Mais tarde, ele foi desmontado.
  Agora, depois de o projecto ter sido fechado, Von Neumann mudou-se, é claro, para Los Alamos, no Novo México, porque ele foi trabalhar com Oppenheimer no projecto da Bomba Atômica. O projecto foi um sucesso, é claro. Eles também tiveram problemas, mas não é necessário falar sobre isto. E a disputa que havia existido por vários anos entre a Marinha e o Exército, sobre de quem seriam as armas secretas que seriam usadas para ganhar a guerra, foi ganha pelo Exército e o projecto da Bomba Atômica. Leslie Groves espalhou isso. Nós somente podemos especular, agora, sobre o que poderia ter acontecido se o teste da Marinha tivesse sido bem sucedido: eles provavelmente teriam recebido todos os fundos, e provavelmente teriam despachado peças do equipamento para todos os navios da Marinha, e até talvez da Marinha Mercante, porque esta estava também muito interessada, à época. Um cavalheiro de nome Carl Allende, comumente chamado, de acordo com as histórias que tem circulado por anos, "Carlos Miguel Allende", era um observador no SS Furuseth, um barco mercante na época daquele teste em agosto. Muitas histórias são contadas sobre ele; ele tem sido entrevistado muitas vezes, e certas coisas não colam, nas histórias que ele conta. Ele pode muito bem ter estado lá, mas ninguém conseguiu descobrir ainda a sua verdadeira história.
  Em 1947, a Marinha decidiu reabrir o projecto. Neste meio tempo, aconteceu uma pequena reorganização de toda a estrutura militar. Foi criado o Ministério da Defesa havia então o Ministério do Exército, o Ministério da Marinha, o Ministério da Força Aérea e isto aconteceu em 1947. Você tinha Chefes do Estado Maior, Chefias Adjuntas do Estado Maior, e, é claro, o enorme edifício chamado Pentágono. Bem, a infraestrutura da Marinha mudou, e um monte de gente fardada foi reformada. Algum deles veio ao Escritório de Pesquisas Navais, e disse para o dr. Von Neumann, "vamos reabrir este projecto, 'Projecto Arco-Íris' (Project Rainbow). Descubra o que realmente aconteceu, e veja se há alguma coisa nisso que possamos salvar".
  Então ele fez isso, quer dizer, começou a fazer, e eu fui chamado para Los Alamos, para um lugar chamado Camp Hale, no Colorado, em companhia do dr. Vannevar Bush; e o que estava ele fazendo? Ele e Vannevar Bush eram da equipa científica a cargo da recuperação do OVNI destroçado em Aztec, Novo México, em 1947. Isto foi totalmente sem o meu conhecimento, porque, no meio tempo, a Marinha tinha me encostado; e ele foi lá novamente em 1948, devido a uma outra queda, ou duas quedas de OVNIs; todos os corpos estavam mortos, nestes casos. Em 1949, houve uma queda e o OVNI ficou mais ou menos intacto, e eles recuperaram um "humanoide" vivo. Ele foi chamado "EBE-1", e foi encontrado vagando pelos campos. Eles o capturaram, e cuidaram dele, e tentaram descobrir o que o fazia "funcionar". Eles se comunicaram com ele - ele ou aquilo. Não puderam determinar o seu sexo individual. Eles chamaram os médicos, porque obviamente ele não estava bem. Ele estava ficando pior a cada dia. Os doutores não puderam fazer muito por ele, eles não sabiam o que estava errado.
  Eles chamaram um botânico, um PhD em botânica. Ele encontrou o que estava errado. Aquele "rapaz" tinha CLOROFILA em suas veias. Ele tinha cerca de um metro e vinte de altura. Ele se parece com aqueles descritos como os pequenos cinzentos (Gray), exceto que ele não era um cinzento. Mas ele tinha clorofila em suas veias, e ele vivia da luz do sol. Então eles tiveram que conservá-lo ao sol, pelo menos uma parte do tempo. E o resto do tempo eles o mantinham oculto, e eles também o mantinham bem guardado, porque ele possuía uma característica muito estranha: eles descobriram não somente que ele era completamente telepata, e capaz de se comunicar com seus semelhantes, membros de seu grupo, mas também descobriram que ele tinha uma muita estranha e interessante propriedade - ele podia caminhar através das paredes! Então eles descobriram como poderiam segurá-lo. Eles o conservavam em uma gaiola de Faraday a maior parte do tempo, e aconteceu que este se tornou o modo de transportá-los, eles e aqueles que mais tarde aconteceram de ser os cinzentos. E esta é outra história na qual não quero entrar, mas não obstante, ele foi capturado vivo e eventualmente morreu dentro de um ano e meio a dois anos depois. Eles conseguiram tirar dele muitas informações.
  Mas antes dele morrer, um monte de coisas estranhas aconteceu. Ele se comunicou. Foi-me dito, por alguém que era do governo, que ele deu as bases para o moderno transistor para o dr. Von Neumann e o dr. Vannevar Bush. Se isto é verdade ou não, eu não sei, porque os Laboratórios Bell tinham já anunciado o transistor em 1947. Mas este era um dispositivo diferente. Ele era um tablete de germânio, com fios finíssimos de ligação, e, é claro, foi desenvolvido a partir daí, se você está familiarizado com a história dos transistores. Mas, supostamente, ele deu-lhes a informação e croquis para um transistor mais rudimentar, baseado em seus próprios sistemas de comunicação, o qual não era compreendido - nada era compreendido, a bordo de suas naves. Mas ele também falou ao dr. Von Neumann sobre o seu problema. O problema com o Eldridge, e como basicamente, ele poderia resolvê-lo. Ele não iria lhe dizer exatamente como resolver o problema, mas disse-lhe o que estava errado, deu-lhe alguns indícios, e disse, "você tem de voltar à prancheta e resolvê-lo você mesmo. Eu não vou resolvê-lo para você!".
  Ele o fez, finalmente, por volta de 1949, depois de 'fazer o seu dever de casa' e depois de estudar um monte de metafísica [ocultismo]. Vocês podem imaginar um matemático cabeçudo sendo forçado a estudar metafísica e matérias do oculto; de início aquilo era odioso para ele, mas eventualmente ele tornou-se bastante versado no assunto, reconheceu o problema e foi trabalhar em cima dele.
  Agora, qual era a natureza do problema, que ele finalmente veio a dominar? Era realmente básico. O navio voltou ao seu ponto de referência devido a que ele tinha um Gerador de Tempo Zero, a referência do sistema que o traria de volta. Aquilo permaneceu intacto; foram os geradores e alguns outros equipamentos que foram destruídos, mas aquele dispositivo de referência zero trouxe o navio de volta ao seu ponto de referência original, apesar dele ter andando ligeiramente no tempo.
  Os humanos nascem, ou, eu diria, não somente eles nascem, mas ao tempo da concepção, como ele descobriu em sua pesquisa, com suas próprias CHAVES DE TEMPO. Agora, você teria que entrar em uma física muito obscura, deixarei de lado a matemática e tentarei simplificar. Nós não moramos em um universo com três dimensões. Nós moramos em um universo com cinco dimensões. A quarta e a quinta dimensões são o TEMPO. A quarta dimensão, claro, tem sido frequentemente mencionada por Einstein e por outros. O conceito de quinta dimensão apareceu em 1931, em um livro de P. D. Auspinski [Ouspensky], "Tertium Organum, um novo modelo do universo", em inglês. E ele falava de cinco dimensões em nossa realidade. Ele chama a quarta de tempo; ele nunca veio a dar nome à quinta.
  Mas Von Neumann percebeu, como é sabido hoje por alguns físicos, que a quinta dimensão é também tempo; é um rotator, um vector, que gira em volta de um primeiro vector primário, o qual indica o fluxo e a direção do tempo. O fluxo é imaterial. Podemos dizer que ele está se movendo para a frente no tempo, e isso devido ao seu aspecto, e à nossa referência. Nós não sentimos o tempo, mas ele flui a uma razão razoavelmente estável. E este outro vector girando à sua volta, não nos concerne... normalmente.
  Contudo, a cada pessoa, no tempo de sua concepção, é dado um conjunto de chaves, se vocês desejam (é parte da estrutura genética), para o ponto no tempo ao qual aquele indivíduo está ligado pela concepção, de forma que aquele indivíduo flui com o tempo e ele nasce e vive uma vida que está ligada a cada coisa em volta dele, tudo que ele vem a conhecer, todos os seus amigos, família, escola, o que seja, e ele não desliza nem para a frente nem para trás deste ponto de referência [no tempo] que é usado para ele. Assim é, normalmente.
  No caso da experiência com o Eldridge, a potência era tão gigantesca que rompeu esta referência temporal daqueles indivíduos que estavam directamente expostos aos campos, ou seja, os que estavam sobre o convés. Eles perderam a sua referência temporal. Uma vez tendo o navio voltado, foi quando o problema começou. Contanto que ele estivesse no Hiperespaço e os geradores estivessem ligados, eles estariam encerrados dentro do campo. Até onde sei, nenhum outro saltou da amurada, exceto nós dois. Em retrospecto, eu me pergunto se nós tínhamos mesmo feito aquilo, mas não obstante nós o fizemos, e os eventos que aconteceram, aconteceram. Quando os campos entraram em colapso, aqueles indivíduos, tendo perdido sua referência temporal correcta para aquele ponto, e que estavam seguros e contidos pelo campo, ficaram à deriva. Alguns deles deslizaram totalmente para fora da realidade, outros ficaram à sua margem, e tiveram sorte se conseguiram pôr os pés no convés, e alguns deslizaram e finalmente se materializaram, como aconteceu, dois no convés, dois nos anteparos, e um com sua mão na parede, e isto foi devido ao facto de que eles tinham perdido a sua referência temporal, e eles deslizaram, e sucedeu de deslizarem de volta. Alguns jamais voltaram de todo! Outros, estranhamente, desapareciam e se rematerializavam, repetidamente!
  E houve aqueles estranhos casos dos que estavam em fogo, tal como na história bíblica do arbusto ardente que não se consumia. Houve vários indivíduos nesta condição. A Marinha gastou uma fortuna em equipamento eletrônico para corrigir o problema. Eventualmente, eles o fizeram, mais ou menos. Mas todos ficaram de quarentena por um longo período.
  A Marinha jamais admitirá que esta experiência aconteceu. A Marinha fez um monte de inquéritos. O Ministério da Marinha expediu muitas cartas padronizadas, negando que tivesse acontecido uma experiência deste tipo. Eles não negaram a existência do Eldridge, mas eles negavam que a experiência tivesse acontecido. E em 1979, quando William Moore e Berlitz escreveram seu livro e o distribuíram, Moore estimou que até ali a Marinha tinha gasto um total de dois milhões de dólares somente respondendo perguntas sobre a Experiência Filadélfia, com cartas padronizadas que eram enviadas. Eles ainda negam que aquilo aconteceu.
  Em todo o caso, Von Neumann fez o seu dever de casa, percebendo que ele precisava de um computador para resolver os problemas relacionados com o pessoal. Então ele voltou à prancheta, como se diz, para o Instituto, e ele desenvolveu o primeiro computador completamente eletrônico. Naquela época não havia computadores eletrônicos. Von Neumann é o pai do moderno computador eletrônico. Isto é bem conhecido e bem documentado. Por volta de 1950 ele tinha alguma coisa funcionando, e em 52 eles já tinham um modelo completo funcionando, e livros estão ainda nas prateleiras do Instituto, a (maior parte?) de seu desenvolvimento foi com o dr. Goldsten, que está ainda em Filadélfia, cuja ligação com o Instituto era recente. Eu conversei com Goldsten. E em 1953, aproximadademente ele liberou um novo sistema para a Marinha, com um computador, com a total correção dos factores. Precisamente o que ele fez, eu não sei. Mas eles conduziram outro teste com um navio diferente, uma tripulação diferente, com sucesso total, nenhum efeito colateral. A Marinha ficou exultante. Claro, a guerra tinha acabado, mas eles imediatamente classificaram este projecto, desistiram do nome "Projecto Arco-Íris", e reclassificaram-no como "Projecto Fênix".
  A partir daí eles desenvolveram outros sistemas, outra maquinária, o que entra em áreas muito sensíveis; não entrarei nisto publicamente. Mas muitas coisas saíram daquilo. Entre elas vários estudos médicos, pelo menos quatro relatórios médicos foram escritos. Sei deles através de George Hoover, que era parte da comissão do Escritório de Pesquisas Navais que investigou o assunto quando ele surgiu novamente em 1955 (devido às "Cartas de Allende" e ao envolvimento do dr. Morris K. Jessup). Mas Hoover me falou por telefone, ele agora está aposentado e mora na Califórnia - ele disse, bem, é claro que ele percebeu, e ele disse, Moore não não tinha percebido, que havia muitos outros projectos sendo realizados à época, e é claro, ele sabia sobre as experiências de desmagnetização [degaussing experiments].
  Ele disse também que, como resultado da Experiência Filadélfia, ou Projecto Arco-Íris, um monte de estudos médicos foram feitos. Ele disse, nunca antes na história tinham sido a mente e o corpo humanos sido sujeitos a tão intenso campos magnéticos, a tão poderosos campos eletromagnéticos. Eles não sabiam quais seriam as consequências. Ele disse, eles descobriram, como consequência daqueles estudos, que as consequências eram enormes. Ele disse, havia muitos relatórios valiosos. E certamente havia; muitas outras coisas vieram dali. Bem, a Marinha resolveu o problema, eventualmente, e Von Neumann permaneceu por lá.
  O que aconteceu comigo? O que aconteceu com o meu irmão? Eu não esqueci, mas deixarei isto para o fim. O meu irmão tinha voltado para o ano 1983! Logo após ele ter perdido suas 'chaves temporais' devido a um acidente, ele envelheceu muito, muito rápido, a uma razão de um ano por hora. Ele morreu dentro de poucos dias. Eles tentaram mantê-lo vivo com outra maquinária que eles tinham desenvolvido. Mas não conseguiram, e ele morreu. Mas era muito importante, por razões que não citarei agora, conservá-lo vivo. Então, se aceitarem o ponto de vista metafísico ou não, foi-me permitido ajudá-lo. Porque eu tinha voltado a 1943, e houve algum trânsito de idas e vindas devido a Montauk, que estava ainda on-line por um período de tempo. Voltar ao pai e dizer, 'Hei cara, apronte-se, precisamos de outro filho, alguma coisa aconteceu a Duncan'. Então um novo filho, o último, nasceu em 1951, e de 1983 sua alma caminhou para dentro do corpo, em 12 de agosto de 1963. Tinha de ser em 12 de agosto. E ele é o homem que vocês viram naquela foto hoje. Ele tem a memória de todas as coisas, mais ou menos. Há buracos e há falhas.
  Há outro elemento envolvido nisto, do porquê os dois navios ficarem presos. Tivesse aquela experiência não sido conduzido em 12 de agosto, se ela tivesse acontecido no dia 10 ou 14 de agosto, ou fosse o caso, em julho, consideravelmente mais cedo, ou tivesse sido adiado, digamos para setembro, e nós nunca teríamos ficado presos ao Projecto Fênix. Por que? Há um ponto fundamental envolvido aqui. Não são somente os homens que possuem biocampos; isto está muito bem documentado hoje. Eles começam no nascimento. Mas o planeta Terra tem o seu próprio conjunto de biocampos. Isto foi descoberto bem recentemente, aproximadamente na última década. Quatro deles, e eles atingem um pico máximo a cada vinte anos. Adivinhem em qual dia? A 12 de agosto de 1963, 1983, 1943, vocês podem ir para frente ou para trás, sempre vinte anos. E isto cria um conjunto de condições muito estranhas no planeta Terra, onde há um pico de energia, um pico de energias magnéticas, e a capacidade de acoplamento, e foi isto o que aconteceu devido à culminação de datas das duas experiências, em 12 de agosto, e à subida ao máximo dos biocampos da Terra neste momento. As energias foram suficientes para criar o campo no Hiperespaço e o acoplamento, o que de outra maneira não teria ocorrido, e o Eldridge deslizou para dentro dele junto com o OVNI, e tudo isto veio a acontecer. Isto tudo está registrado nos documentos da Marinha, nos arquivos da Marinha. Eles não os perderam. Eu sei que eles existem, eu sei de gente que teve acesso a eles, e é por isto que eu sei que eles existem. E eles não querem liberar a história, eles não querem que o público, até hoje, saiba quão desastroso foi aquilo.
  Agora, existe uma interessante, podemos dizer, anedota 'pós mortem' desta história. William Moore, escrevendo o seu livro (e a propósito, como mostrarei, houve dois livros escritos. O primeiro foi editado em 1978, "Thin Air", era uma ficção, foi escrito por duas pessoas que eu nunca ouvi falar, George E. Simpson e Neil R. Burger. Não temos idéia de quem eles são. Não existem créditos no livro que digam quem são os autores, é uma publicação padronizada, e há muito que desapareceu)... Cerca de um ano a um ano e meio depois veio um livro mais definitivo, não-ficção (pelo menos, não havia intenção de ser ficção), escrito por Berlitz e Moore, basicamente por William R. Moore, intitulado "A Experiência Filadélfia", originalmente encadernado, e depois, claro, em brochura. ele tornou-se bastante popular, eles venderam mais de dez milhões de exemplares até agora. Eu não sei quem o está imprimindo agora, mas é uma co-edição.
  Moore, em sua pesquisa, nunca poderia extrair a data exata da última experiência; ele jamais teve qualquer noção do "Projecto Fênix" ou do acoplamento, ou da natureza real do desastre. Ele entrevistou o dr. Von Neumann. Ele entrevistou-o, e chamou de "dr. Reinhardt", no livro. De um modo bastante interessante, eles também entrevistam um dr. Reinhardt. Alguém com o mesmo nome! O dr. Von Neumann.
  Von Neumann não está morto! Ele ainda está vivo, nesta data. A Marinha e os registos oficiais do governo dizem que ele morreu de câncer em 1957. Bem, se ele tinha câncer, o que não sei, se ele tinha eles encontraram um modo e uma maneira de curá-lo. Eles o fizeram. Eles precisavam dele por perto. Eles o conservaram no projecto. Ele foi o diretor do Projecto Fênix até 1977, quando ele desenvolveu uma muito pronunciada personalidade separada [esquizofrenia?], a qual tornou-se pior com o tempo. E ele renunciou à sua posição como diretor do projecto, e um outro o assumiu, o dr. Herman C. Unterman, da Alemanha. E ele tornou-se um consultor. Ele não está morto, ele ainda vive, mas agora ele dividiu totalmente a sua personalidade, e usualmente o alter-ego, um senhor Howard E. Decker, que é bem conhecido em Nova Iorque como um negociante de sobras eletrônicas, é a única pessoa que agora se mostra, no mesmo corpo. Eu passei três horas conversando com Howard Decker, então eu sei que o homem está vivo, pelo menos até novembro de 1989. E estas fotos foram feitas em sua casa, nesta data, e a mostram em bastante mau estado. Ele se tornou, podemos dizer, um péssimo dono-de-casa, desde que sua esposa morreu.
  A coisa inteira morreu, e ressurgiu em essência com o Projecto Fênix. O meu irmão tinha renascido. Fui enviado para 1983. Eles decidiram que não me queriam mais por perto, por quaisquer que fossem as razões. E eles me encostaram uma completa lavagem cerebral estabeleceu uma nova personalidade, lançaram-me de volta ao passado, e eu me tornei Alfred Bielek. Com novos pais, uma falsa certidão de nascimento e uma completa história de cobertura pendurados juntos, e lembranças, as quais podem ou não ser completamente verdadeiras, mas que não obstante, estão aí. Fui bem doutrinado. Eu não tinha a mais leve idéia de que tinha alguma vez me envolvido na Experiência Filadélfia, muito menos no Projecto Fênix, pelo menos alguma vez em 1986. A razão pela qual lembrei-me disso foi porque eu revisitei Long Island, que há muito tempo deixara. Fui até Montauk, com alguns amigos. Eventualmente, algumas da lembranças começaram a voltar. Elas diziam, "Você foi parte disto". Eu dizia, "Não, não fui". Eventualmente, lembrei-me que tinha sido.
  Mas em janeiro de 1988 eu comecei a lembrar-me da Experiência Filadélfia, e a minha memória só foi voltando desde então. O meu irmão lembrou-se, também. E isto foi um horrendo desperdício, eu diria, de uma carreira acadêmica que tive uma vez. As peças foram se encaixando aos poucos. Mas a personalidade básica agora permanece bastante estável como Al Bielek, e as lembranças de Edward A. Cameron vem e vão, mas elas estão muito mais agora lá, particularmente dos anos anteriores, e que vão até e por toda a experiência. De 1943 a 1947, uma boa parte está em branco. Eu não sei o que mais aconteceu. Exceto que sei que em 1947 eles decidiram que eu não era mais útil. De facto, eles se livraram de mim. Então esta é, basicamente, a história do que aconteceu.
  Mas há outra interessante anedota a qual William Moore descobriu em sua pesquisa: ele estava também interessado em OVNIs; em 1975, no final de dezembro, ou começo de janeiro de 1976, ele foi visitar uma família no Canadá, que, acredito que foi em 12 de setembro, tinha tido um encontro com um OVNI na província de Ontário. Um fazendeiro bem comum. Ele estava se dirigindo para casa uma noite em sua camioneta, e encontrou um OVNI estacionado na estrada, ocupando o lado pelo qual ele iria passar. Não havia ninguém, nenhuma luz, nada. Ele olhou aquilo, "que 'inferno' é isto?", e desviou para o outro lado, e o que ele fez? Ele praticamente atropelou um ovninauta, que deveria ter cerca de um metro e vinte de altura, em um traje prateado, que estava no meio da estrada. Ele pisou o acelarador com força, e por pouco não o atingindo; havia cascalho ali e ele derrapou, e aquele pequeno ovninauta, o que ou quem quer que fosse, saltou sobre a cerca a desapareceu.
  Aproximadamente no dia 12 de dezembro, de acordo com Moore foi nesta data, esta família, veio a ter um monte de aborrecimentos com os vizinhos, devido aos OVNIs que continuavam a aparecer na área. Estes vinham em busca de "souvenires" e tudo o mais, e eles não sabiam mais o que fazer para manter as coisas em paz. Eles foram visitados por três oficiais de alta patente, um dos Serviços Armados do Canadá (Canadian Armed Services), representando a província de Ottawa; um general da Força Aérea, do Pentágono; e um oficial da Marinha, do Escritório de Inteligência Naval (Office of Naval Intelligence). Eles lhes pediram desculpas. Eles disseram que o que tinha acontecido, não deveria ter acontecido. "Bem, o que vocês querem dizer, que não deveria ter acontecido?". "Foi um acidente". "Bem, o que vocês querem dizer com acidente?". "Bem, não deveria ter acontecido. Fomos enviados aqui para lhes pedir desculpas formais, e para responder a quaisquer perguntas que possam ter. O que gostariam de saber?". Esta foi provavelmente uma das poucas vezes que o governo fez isto, e eles disseram, de acordo com o relato de William Moore, que tiveram as suas perguntas respondidas durante as próximas duas horas seguintes, ou mais. E entre todas aquelas inesperadas revelações do Escritório de Inteligência Naval, o oficial soltou um comentário muito interessante. Ele disse, "Oh, nós temos tido contactos com os ETs desde 1943. Foi devido a um acidente em uma experiência que a Marinha estava fazendo na época, sobre invisibilidade!".
  Fim da exposição.
  Então, com isto eu encerro a apresentação formal, e se vocês tiverem quaisquer perguntas, farei o melhor que puder para respondê-las.
  (A pessoa que fez esta fita, que gravou a conferência, perdeu a primeira parte das perguntas e das respostas. Quanto ele perdeu, não tenho idéia).
  Pergunta: (?)
  Resposta: A experiência se expandiu. Eles tentaram em 1948, a Força Aérea Naval (Naval Air Armed) tentou ver se eles conseguiriam por este projecto para funcionar antes que Von Neumann ressuscitasse o seu, em um avião. Eles tinham um F-80 disponível para isto. Eles ligaram a ele algum equipamento mais leve. Bem, você não precisa de toneladas e toneladas de equipamento em um avião, então eles o encolheram. Colocaram um sistema a bordo do F-80, colocaram nele um piloto e um rádio-controle por terra, foram para uma determinada área e ligaram o equipamento, e depois de ele ter ficado invisível ao radar por um certo período de tempo, eles o desligaram. Tudo estava óptimo. Eles voltaram à base. Eles disseram, ok. Bem, parecia que tinha sido. Mas não estavam seguros disso!
  Eles deixaram o oficial, o piloto e o avião, de quarentena por cerca de um ano. Cerca de um ano depois, eles disseram, "Ok, leve-o de novo para cima, mas vamos mandar um observador com você desta vez. E nós vamos tentar isto de novo na mesma área". Então eles subiram e tudo correu bem até eles ligarem o equipamento. O piloto desapareceu e nunca mais foi visto outra vez. O observador não era um piloto treinado para um F-80. Ele não podia controlar o avião, e este caiu. O corpo do observador foi recuperado, mas o corpo do piloto nunca o foi. Então, este foi o fim das tentativas de usar avião, pelo menos nesta fase. Desde então, eu entendo, eles tem feito o equipamento pequeno o bastante para colocá-lo em um avião grande. Mas isto é altamente classificado.
  Pergunta: Você poderia dizer se há alguma experiência [sendo feita] em viagem controlada no tempo?
  Resposta: Sim. Tem sido feita, e isto é novamente um conhecimento altamente classificado pelo governo, mas isto definitivamente tem sido feito. A viagem no tempo existe.
  Você aí, tem uma pergunta?
  Pergunta: Esta era uma das minhas questões, se a viagem no tempo existe. Mas ela ainda existe? Eles a estão usando? Você sabe disto?
  Resposta: Ela ainda existe, é só o que direi.
  Pergunta: Quando você estava falando sobre a invisibilidade do navio, falou que a primeira experiência foi óptima, e que a segunda foi aquele na qual desapareceu. O que quer dizer, acho que quis dizer isso, tanto invisibilidade em si quanto invisibilidade ao radar foi conseguida, mesmo da primeira vez?
  Resposta: Isso está correcto. Em termos de maquinária, foi um sucesso. Em termos do pessoal não foi, foi um completo desastre. Agora, um pouco não foi um completo desastre no primeiro teste de 22 de julho, não foi muito ruim porque eles mudaram a tripulação, e perceberam que havia um sério problema. O segundo teste poderia ter sido um sucesso completo se eles não o tivessem acoplado ao Projecto Fênix; isso em termos de maquinária. Mas ele foi um completo desastre, tanto em termos de maquinária quanto de pessoal.
  Pergunta: Você disse que eles tinham que ter o seu irmão de volta. Isto era alguma coisa apenas do seu conhecimento pessoal, que eles precisavam dele ainda, ou era aquilo uma espécie, uma grade semelhante ao tempo, ou o entusiasmo comum que se poderia ouvir deles, ou os cientistas deixaram aquilo escapar, ou foi algo que eles inventaram?
  Resposta: Ele precisava voltar por razões que são extremamente sensíveis, mas ele tinha de permanecer vivo tanto quanto eu e um terceiro sujeito. A única maneira de dizer isto, é que, se ele tivesse morrido e não renascesse depois dos equipamentos e projectos chegarem ao fim, poderia ter havido um problema muito sério. Então, estávamos estabilizando os factores, colocarei desta maneira, e não irei além deste ponto. Mas ele tinha que estar vivo, e ele está vivo.
  Pergunta: Você ficou entusiasmado por ter viajado através do tempo e mudado alguma coisa que aconteceu? Poderia isto causar algo que eles receassem?
  Resposta: Entusiasmo, você poderia chamar assim eu não sei se há um termo ou expressão que já tenha visto, que descreva isto como você a viu, ou leu em algum lugar. Eu realmente não posso responder isso com um sim ou não. Eu não sei.
  COMENTÁRIO: Ah, você não poderia fazê-lo! Ha! Ha! Ha!
  Resposta: Perdão?
  COMENTÁRIO: Você não poderia responder isto porque você provavelmente não saberia. Isto porque, se alguma coisa séria realmente acontecesse, você não poderia estar aqui para contar-nos!
  Resposta: Está certo. Alguma muito séria aconteceu, claro; esta viagem não foi um passeio.
  Pergunta: Assumindo que o governo está testando tecnologia desta natureza, quero saber por que não a está colocando para ajudar o planeta, para ajudar ao público e a todos neste planeta. Nós temos tantos problemas difíceis, e eles não estão usando nada disso para ajudar. Por que?
  Resposta: Bem... para responder a esta questão, terei de dar-lhe uma resposta em duas partes.
  1. Nós temos tido uma tecnologia dupla por pelo menos um século, talvez mais, na qual há desenvolvimentos tecnológicos que tem sido negados ao público, e que tem se mantido nas mãos de uma elite controladora, se vocês quiserem, por pelo menos um século, ou talvez um século em meio, porque esta base tecnológica vem desde 1800 ou antes. E na medida do por quê isto não foi liberado nesta época, ou não o é agora devido aos problemas que temos. Se você tem os meios para fazer as coisas, como por exemplo, viajar no tempo, ou desenvolver novos sistemas de energia, ou novos sistemas de comunicação, ou então viajar para outros planetas; se você encerrar estes desenvolvimentos dentro de um pequeno grupo, um grupo controlador, você pode literalmente controlar o planeta e humanidade. E se você não deixar o resto do público saber o que está acontecendo, você pode então controlá-lo, de dentro deste grupo.
  2. Há um outro problema, chamado enfraquecimento econômico. Se você for liberar alguns destes novos desenvolvimentos, muito rapidamente, e muito cedo, você quebra totalmente a nossa actual base econômica, que é baseada em combustíveis fósseis, geração de energia elétrica através de fios e transformadores e coisas assim, comunicações como as conhecemos, aviões a jacto como os conhecemos, e foguetes químicos para levar-nos à Lua. tudo isto está baseado em nossa actual indústria, nossa actual sociedade e nossa actual economia. Você não pode substituir isto rapidamente da noite para o dia. Por outro lado, você pode destruir a base econômica. Estou certo que isto será liberado, em algum tempo. Mas não está sendo liberado agora. Esta é uma das razões porque você não pode brincar com a base econômica. E, além do mais, aqueles que são beneficiados com isto, em termos de lucros gigantescos, como as companhias de petróleo, não vão distribuir seus lucros connosco. Este é somente um exemplo. Não significa que só existam estes.
  Pergunta: Você pode, com esta tecnologia, voltar no tempo, para, digamos, 1843?
  Resposta: Você pode ir no passado tão longe quanto queira, ou ir para o futuro tão distante quanto queira, contanto que o equipamento o leve lá. Sim.
  Pergunta: Isto agora é parte também da tecnologia do bombardeiro Stealth?
  Resposta: Existem alguns rumores nesse sentido. Isto é uma parte dele. Sim.
  Pergunta: Você disse que não tinha nenhuma lembrança disto até 1983 ou por aí?
  Resposta: 1988.
  Pergunta: Okay. De onde vieram a informação para o livro e também para o filme?
  Resposta: O primeiro livro nós realmente não sabemos. Para o outro, o dr. Reinhardt, definitivamente identificado como dr. John Von Neumann, que foi entrevistado e deu um monte de informações. De onde as outras vieram? Eu não sei. Eles não foram muito longe nos arquivos, porque a Marinha não os está liberando. Quanta informação está perdida por aí, eu não sei. Moore andou muito, e fez um bom trabalho de pesquisa para nós, sob a Lei de Liberdade de Informação (FOIA - Freedom of Information Act), liberando algumas das informações; ele realmente não conseguiu muito da Marinha, porque a Lei de Liberdade de Informação não estava em vigor, acho, até cerca de 1981. E ele passou muito tempo tentando tirar o que pudesse de quem encontrava.
  ... : Ivan T. Sanderson - ele nunca escreveu um livro sobre este assunto, ele morreu em 1973 - era muito interessado na Experiência Filadélfia em si; de facto, algum material seu caiu nas mãos de Moore, e foi aí onde este conseguiu alguma coisa. Mas onde ele obteve basicamente a informação, eu não sei. Uma ou outra entrevista, uma entrevista em algum lugar por telefone com Allende e quem quer que fosse. Eu nunca conversei com Moore, eu não sei onde ele arranjou a sua fonte, ou as suas fontes de informação.
  Pergunta: E que tal o filme?
  Resposta: O filme foi produzido pela EMI Thorn. A Thorn Industries existe desde alguma época entre 1820 e 1830, no século 19. Era uma indústria inglesa que produzia instrumentos científicos para a Inglaterra e para a Europa. Ela foi assumida em 1850 pelos irmãos Wilson, que a herdaram de sua mãe. E eles ficaram lá até a virada do século, quando morreram. Por volta de 1980 - final dos anos 70, começo dos anos 80 - eu não sei a data exata, mas houve uma fusão entre a Thorn Industries e a EMI Corporation. E esta indústria eletrônica, com a etiqueta e os discos EMI é bem conhecida na Inglaterra, aqui, e em todo o mundo. Houve uma fusão. Quem comprou quem? Eu não sei. E eles decidiram que iriam fazer um filme. E decidiram que iriam fazer a Experiência Filadélfia!
  ... : Agora, durante aquele período em que estavam filmando, ou talvez um pouco antes, um certo amigo meu, de Long Island foi questionado, perguntado repetidamente, por um actor bastante conhecido, que tornou-se diretor do filme mas que não aparece nos créditos. O seu logotipo da New World Pictures esta lá, então eu sei quem ele é. O meu amigo falou que ele fez milhares de perguntas acerca da Experiência Filadélfia. Ele certamente sabia um pouco, mas não sabia tudo sobre isto. Nós achamos que ele supriu o material básico para o filme. E não foi só isto! De acordo com uma história bastante bizarra, que vocês podem aceitar ou não, em fevereiro de 1989, eu estava em Nova Iorque, junto com o meu irmão e um cavalheiro por nome Preston Nichols, que fez uma apresentação para a Divisão de Nova Iorque (New York Chapter) da USPA, a Associação de Psicotrônica dos Estados Unidos (United States Psychotronics Association), que tem Clarence Robinson como presidente. Ele falou sobre o Projecto Fênix, eu falei sobre o Projecto Filadélfia, e foi feito uma fita de vídeo privado disto tudo. Nós sabíamos que alguém estava filmando. E não era para ser exibido mais tarde.
  A história que Preston me contou, alguns meses mais tarde, foi bastante interessante. Ele disse que por volta de julho, ele foi visitado uma noite em seu laboratório. Alguém bateu à porta, e falou, "Preston Nichols?". "Sim"! Eu sou Bill... tal & tal da EMI Thorn Industries da Inglaterra. Sou chefe dos arquivistas. Eu achei que você gostaria de conhecer a história. Nós temos estado procurando por você há algum". Ele disse, "O que você quer dizer, procurando por mim?". "Posso mostrar-lhe porque". E ele mostrou-lhe uma foto, tirada de um álbum de família, dos Irmãos Wilson em 1890, em companhia de uma terceira pessoa, Aleister Crowley. Este é muito conhecido no meio metafísico, apesar do que possam pensar dele. Ele era aparentemente um investidor pesado da corporação, e ele viveu até os anos 50, 1950; havia também uma quarta pessoa. O quarto sujeito era a cara do meu amigo Preston, aparentando ter aproximadamente dez anos mais do que agora. Ele disse, "Nós tínhamos esta foto quando vimos a sua fita de vídeo, de você em Nova Iorque fazendo a sua apresentação; nós sabíamos que finalmente o tínhamos encontrado". Ele disse, "Posso ficar com esta foto?". "Não". Ele disse, "Bem, qual é a história?".
  "A história é que Crowley disse que você não era desta época (referindo-se a 1890). Você era do FUTURO! E você deu-nos a história inteira da Experiência Filadélfia, e ela tem estado em nossos arquivos desde 1890. Nós já conhecíamos a história, e tínhamos decidido somente agora, recentemente" (isto em 1983) "produzi-la".
  Bem, eles foram ao governo dos EUA pedir para filmarem em Long Island, porque eles sabiam que o outro terminal estava em Long Island, em Montauk. O governo dos EUA recusou totalmente permissão para eles chegarem perto do lugar. Foi então que eles foram para Wendover, Utah, para o outro terminal do 84, como eles o chamavam, experiência 84. Eu conheço Wendover, Utah, porque trabalhei em Salt Lake City, e visitei-a um monte de vezes; é a velha Base da Força Aérea de Wendover, a qual foi usada intensamente durante a Segunda Guerra Mundial. Mas foi assim, acreditem ou não (Ripley * adoraria esta), a história de como eles conseguiram o roteiro, ou o material básico para fazer o roteiro da Experiência Filadélfia. Eles o enfeitaram, é claro. Ele admitiu isto. Colocaram mais coisas para tornar mais interessante a história. O lado amoroso, as viagens à Califórnia e tudo o mais. Então, uma boa parte dele é ficção, mas a história básica foi um facto real, que eles aumentaram para fazer o filme.
  Pergunta: Você estava um pouco relutante em falar sobre outros altamente classificados projectos que conheceu, mas obviamente a Experiência Filadélfia é altamente classificado também. Por que?
  Resposta: Teoricamente, a Experiência Filadélfia foi desclassificada. Existe uma lei, um estatuto que diz que qualquer projecto do governo que não seja classificado, é automaticamente desclassificado após quarenta anos. Agora, aquela experiência tomou lugar em 1943, ele foi terminado em 1943, como consequência, quarenta anos se passaram até 1983. Então, teoricamente ele foi desclassificado em 1983. Agora, um projecto qualquer pode ser desclassificado, mas o governo tem meios de esconder as referências a ele que existam nos arquivos, de modo que você só pode encontrá-lo se souber os códigos numéricos apropriados. Manuais ou relatórios técnicos podem não ser desclassificados. Há uma lei que diz, se for no interesse da segurança nacional, relatórios técnicos e outras informações pertencentes a projectos desclassificados podem não ser liberados. Como um exemplo típico, depois que a Segunda Guerra Mundial terminou, alguns anos depois, as bombas Norton K2 começaram a ser mostrados nas lojas de excedentes de guerra, em Nova Iorque e em todo lugar. Eles as estavam vendendo com preços que variavam de 2.500 até 200 dólares cada uma. Você podia comprar a coisa completa, intacta! Mas você não podia colocar as mãos nos manuais, dizer o que elas faziam, ou como usá-las, porque eles estavam classificados como altamente confidenciais, e ainda estão. Mas o equipamento em si está totalmente desclassificado.
  Pergunta: Eu tenho duas perguntas. Uma delas tem a ver com a sua viagem ao futuro, onde viu o doutor que estava encarregado da Experiência Fênix, e que estava encarregado também da Experiência Filadélfia. Você sabia que tinha ido, e então você voltou. Você sabia que estava no futuro, mas na época o doutor não sabia. Isto está correcto?
  Resposta: Não, não, ele sabia, ele em 1983 sabia onde ele estava.
  Pergunta: Ah, mas em 1943 ele não sabia.
  Resposta: Não, ele não sabia disto na época. eu eventualmente disse-lhe o que estava acontecendo, e é por isto que ele escreveu um relatório, porque ele veio a conhecer os factos.
  Pergunta: Quando isto foi escrito, em 1943 ou em 1983?
  Resposta: Em 1943 houve uma série de relatórios que foram escritos, e ele conhecia os factos, sabia o que tinha dado errado no acoplamento do futuro. E foi-lhe pedido em 1947 que ele ressuscitasse a experiência.
  Pergunta: Mas é sobre isto que eu estou curioso: se você teve de contar-lhe que o havia visto no futuro, e ele estava quase o mesmo...
  Resposta: Ele não acreditou nisto. Ele muito certamente não acreditou nisto no início; eventualmente, ele passou a acreditar!
  Pergunta: Você o persuadiu disto?
  Resposta: Perdão?
  Pergunta: Foi devido à sua persuasão que ele acreditou em você?
  Resposta: Não! Não foi inteiramente devido a isto, havia outros elementos envolvidos.
  Pergunta: A segunda pergunta tem a ver com o comentário daquela outra pessoa sobre Pearl Harbor, dizendo que dentro de algum tempo nós iríamos estar em guerra com o Japão, e eles estavam vindo bombardear Pearl Harbor. Eu não sei, pode ser que esteja errada, mas eu pensava que Pearl Harbor tinha sido uma completa surpresa para nós?
  [......A audiência ri e se manifesta com algum barulho....]
  Resposta: Desculpe, senhora; não foi nenhuma surpresa para a administração, eles levaram as coisas de tal modo para os japoneses nos bombardearem, e pudéssemos entrar na guerra. Isto foi planejado pelo presidente e por George C. Marshall. Os únicos no escuro sobre isto era o almirante Kenwell e o general Short, que estavam em Pearl Harbor, na época. Não lhes foi dito o que iria acontecer. Eles pediram uma Corte Marcial imediatamente depois. Eles foram afastados de seus postos, e isso quando eles pediram a Corte Marcial, porque eles sabiam que alguma errada estava acontecendo, e eles não tiveram o seu pedido atendido senão depois que a guerra terminou.
  NOTA: Eu não pude compreender os nomes orientais aqui mencionados. Se algum de vocês souber, por favor, entrem em contacto comigo e me deixem saber também. Obrigado. C. Tippen
  E quando, claro, colocados frente aos registos, dos registos capturados dos japoneses em ==== ininteligível ==== e todo o gabinete de paz, e Tojo, e a coisa toda, e o modo como eles foram incessantemente empurrados por Roosevelt, até eles procurarem lavar sua honra, eles começaram a deslocar a sua frota para atacar. Eles queriam chegar a um acordo com os EUA, sem guerra!
  Pergunta: Isto é de conhecimento comum?....
  ...Bielek continua falando...
  Roosevelt não queria assim. Agora, houve alguns militares que não fizeram nada, que sabiam o que estava acontecendo. Algumas altas patentes, mas não o pessoal estacionado em Pearl Harbor.
  Pergunta: Eu tenho uma pergunta. Você lembra se um dr. Harry Woo estava ligado ao Projecto Arco-Íris?
  Resposta: Qual era o nome?
  Pergunta: Harry Woo. Ele era um cavalheiro da quarta geração de chineses; ele era um físico ligado a R&D, a Marinha e ao Pentágono.
  Resposta: Harry Wood?
  Pergunta: WOO! W...O...O
  Resposta: Oh! Woo. Não, não me lembro ninguém com este nome, não neste ponto. Se ele tinha alguma conexão com o projecto, é possível que estivesse em Princeton, ou algum outro lugar. Você vê, havia um monte de pessoas ligadas com esse projecto, e que não pertenciam à equipa. Quer dizer, formalmente ligados à equipa de Princeton, e eles nunca apareceriam nos registos, e eu procurei em todos os que estavam disponíveis nos arquivos. Claro, o dr. Von Neumann está lá; Tesla não, ele nunca esteve na equipa; hum, Gustave Le Bon não está lá, não encontramos nenhum registo dele, embora ele pertencesse a ela, pelo que eu sabia. Clarkston estava na equipa, mas sob um nome diferente, naquela época. Clarkston era um pseudônimo, uma cobertura; não Clarkston, ele atendia por um nome diferente, pois Clarkston era então um pseudônimo. Exatamente como Reinhardt era um pseudônimo para von Neumann. Nunca ouvi sobre este nome, não.
  Pergunta: O dr. Woo, que foi designado pela Marinha para investigar os relatos de OVNIs; era isto...
  Resposta: Podia ser...
  Pergunta: Bem, ele mencionou Rupelt. Ele encontrou e conversou com Rupelt, e ele mencionou algumas outras pessoas, e eu penso talvez que ele poderia estar ligado...
  Resposta: Eu não estava envolvido neste ponto com qualquer investigação sobre OVNIs, e eu estava em outro departamento da Marinha, que surgiu, aparentemente de modo simultâneo, e obviamente numa época muito posterior a agosto de 43.
  Hum, você aí tem uma pergunta?
  Pergunta: Sim! Você disse que em 1943 você foi para 1983, e voltou para 1943. E quando a sua memória voltou em 1988, isto mostraria que, nesta dimensão em particular, você estaria possivelmente em algum lugar em 1983.... Você sabe o que estou falando? Você estava em dois lugares, em 1983.
  Resposta: É verdade. Em 1983, Eu era Alfred Bielek; estava trabalhando em Los Angeles, Califórnia. Eu fui mandado para bem longe da Costa Leste.
  Pergunta: Então, o universo é como um holograma, no qual você pode ir para diferentes lugares no tempo, isto é somente um outro....
  Resposta: Você entra aqui em alguns problemas bastante complexos, em termos de tempo. O homem que fez um grande trabalho sobre isso foi o dr. Norman Levinson,
  (Nota: De outras vezes, Bielek chamou este personagem de HENRY Levinson, ou Levenson. Teria ele mudado de idéia, ou quem transcreveu isto bobeou? -- R. A.)
  ... que não aparece em qualquer das biografias do Quem é Quem, na ciência da matemática. Ele é americano. Eu sei que ele escreveu três livros. Ele era um professor assistente de matemática no MIT [Massachusetts Institute of Technology - NT] em 1955, quando então tornou-se professor titular. E foi assim até morrer, em 1974. Ele nasceu em 1912. E ele figurou com destaque nos bastidores da Experiência Filadélfia, porque ele desenvolveu as equações de tempo de um trabalho previamente feito, e elas são totalmente classificadas. Você terá muito trabalho para encontrar os seus livros. Ele escreveu um livro intitulado "Equações Diferenciais Ordinárias", publicado pela McGraw Hill, acredito que em 1974. Tenho todos os dados, se você estiver interessado. Eu tenho os nomes, e os títulos, e os números usuais dos livros. Mas eu nunca os encontrei em qualquer das livrarias em Phoenix. Finalmente, em minha última viagem de volta ao Leste, fui até Princeton. Eu digo, se eles existem em algum lugar, só pode ser em Princeton. Bem, eles os tinham, nos cartões de arquivo. Mas não nas estantes da biblioteca da faculdade, mas no Instituto eles tinham os livros nas estantes.
  Pergunta: Bem, você sabe como isso aconteceu, então você pode me dizer, ou isto é...
  Resposta: Não, ele tornou-se um escritor maldito, não porque fosse uma má pessoa, mas devido, aparentemente, à natureza do seu trabalho. É por isto que não existem referências a ele, na literatura científica, eu não posso compreender isto, a não ser que seja deliberado.
  Pergunta: O que eu estava dizendo é, você sabe como você estava em dois lugares... no mesmo lugar... quero dizer, em dois lugares diferentes, no mesmo ano. Você compreende que, como...
  Resposta: Bem, em termos de tempo temporal, você pode dizer que eu estava em dois lugares ao mesmo tempo. Eles estavam separados. Mas em termos do meu eu, eu estava em um único lugar, no qual você terá de seguir o progresso do indivíduo através do tempo nos laços de retorno [loop-backs], quais lugares seguir, e este é um conceito muito difícil, difícil para compreender, a menos que você soubesse alguma coisa de matemática. Mesmo a matemática é muito difícil. Mas isto pode ser expresso em termos de viagem através do tempo através de vários laços [loops], você pode seguir... se você não atravessar o seu próprio caminho no mesmo lugar, senão você terá uma situação bastante desastrosa.
  Pergunta: Isto acontece de uma vez?
  Resposta: Perdão...
  Pergunta: Isto acontece realmente, não são apenas palavras, então isto tudo acontece de uma vez? Não consigo pensar sobre isto.
  Resposta: Se você estiver para atravessar o seu próprio caminho, você teria um sério problema: você pode desaparecer. Mas contanto que você não atravesse o seu próprio caminho, no mesmo lugar físico onde possa alcançar e tocar a si mesmo, então, digo, não há nenhum problema real.
  Você aí, tem uma pergunta?
  Pergunta: Sim, tenho duas perguntas. A primeira, é sobre a data de 12 de agosto. O modo como compreendo isto, depois de ouvir você, era que seria pura coincidência que o desastre tivesse ocorrido em 12 de agosto, e que era também uma segunda coincidência que a conexão com o Fênix também tenha sido realizada a 12 de agosto? Se nenhum delas tivesse sido realizado naquelas datas, então você não teria ligação com o Hiperespaço? Isto está correcto?
  Resposta: Está correcto. Se não na extensão que o Projecto Fênix estava, é preocupante, por causa das séries de experiências que estavam sendo feitas há dois anos e meio, e pelo que entendi, dos registos que foram capturados, se vocês quiserem assim, por um certo amigo quando fomos lá naquela área, depois deles a terem abandonado, eles deixaram um monte de documentos e livros para trás. Eles iniciaram uma operação no dia 1 de agosto de 1983, vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana. Agora, devido ao primeiro dos picos de biocampo em 12 de agosto, o qual a propósito, não é uma data exata, devido ao sistema de calendário, que não é absolutamente preciso, e os picos não ocorreram com traços de precisão no tempo dado aquele dia. Actualmente, poderia ser mais um dia ou menos um dia; naquele ponto não era. Se o Eldridge não tivesse feito aquela experiência no dia 12, e esperasse dois dias, com toda probabilidade não teria havido aquela ligação. Mas alguém insistia que ele tinha de ser no dia 12. Acidente? Nós questionamos isto seriamente, em retrospecto, se foi um acidente que aquela data nos tivesse sido dada. Eles sabiam muito bem que Von Neumann iria espremer cada minuto e segundo que pudesse, para conseguir fazer mais testes e modificações. E portanto eles sabiam, ele faria dia 12, ou que esquecesse. E ele não era o tipo de pessoa que iria esquecer aquilo. Ele estava esperando pelo melhor, e colheu o pior.
  Pergunta: Da segunda vez foi também coincidência, que eles não tinham deliberadamente montado aquilo para tentar recebê-lo, naquele momento? Ou eles sabiam que você estava vindo?
  Resposta: Você está falando sobre 1943 ou 1983?
  Pergunta: 1983.
  Resposta: Este foi um projecto totalmente diferente, e se a operação no tempo àquela época foi devido a algum conhecimento prévio do que estava acontecendo em 1943, ou não, eu não sei. Eu não posso responder a isso, porque simplesmente não sei.
  Pergunta: A outra pergunta que eu tenho, parece uma espécie de objeção, nós abordamos mais cedo o bombardeiro Stealth, mas isto parece um pouco ridículo, que nós gastamos tanto em cada aeronave, por achar que aquilo funcionaria perfeitamente - provou-se que isto funciona perfeitamente, eles não podiam ter moderado (?) isto agora, e cortar os custos tremendamente?.
  Resposta: Eles provavelmente adaptaram este tipo de maquinária para outra aeronave. Você se lembra da história do ataque dos israelitas a Entebe, na África, para resgatar algumas centenas de judeus que estavam sendo mantido prisioneiros lá, na época? Existe um filme documentário de longa metragem feito sobre isto. Os factos são que quando o estado de Israel conduziu os seus aviões através da África, todos os radares estavam operacionais à época. Nenhum apanhou os aviões atravessando a África. Eles atingiram Entebbe de surpresa, sem nenhum aviso prévio. Eles tinham sistemas para bloquear o radar.
  Pergunta: O que você experimentou, o que você viu, quando se moveu através do tempo?
  Resposta: Desculpe?
  Pergunta: O que você experimentou quando se moveu através do tempo?
  Resposta: É algo do qual não se tem muita experiência. É uma sensação de queda, é como você saltar de um edifício muito alto, e você não pode ver o fundo, não sabe onde está indo, ou se você cairá em um abismo, algumas centenas de metros abaixo. Você está caindo, e você sabe que está caindo, e tem o sentimento de queda, e não sabe onde está indo, ou o que o está realmente acontecendo. É algo similar a isto. Nós não sabíamos o que estava acontecendo à época, não tínhamos nenhuma idéia naquele instante, quando isto aconteceu pela primeira vez.
  Este parece ter sido o fim da conferência. A anfitriã que conduzia a conferência agradeceu ao senhor Bielek por ter gasto o seu tempo ali, e compartilhado a informação que ele tinha sobre a Experiência Filadélfia. Este foi o fim desta fita.
  Houve uma fita anterior a esta, de dezembro de 1989, como foi dito acima na transcrição de Alfred Bielek. Parece que a EMI Thorn fez esta fita de vídeo. Se ela existe, e alguém tem as conexões certas para receber esta fita, por favor, me contacte (Rick Andersen).
  Uma coisa mais, se você pensa tentar localizar esta pessoa. Como foi mencionado antes, Preston Nichols parece que irá ele mesmo fazer uma viagem no tempo! Da transcrição, pelo que entendi, ele foi visitado em 1983-1984 por um representante da Thorn EMI. Na foto, ele parecia cerca de dez anos mais velho. Muito bem, nós estamos agora em 1991! Mais ou menos dez anos depois de 1983-1984, que ele teve esta visita da EMI! Muito em breve, este homem, Preston Nichols estará indo fazer alguma viagem no tempo. Se pudermos juntar nossos esforços, e tentar, ou localizar este homem, ou então o senhor Bielek, nós poderemos finalmente ir até o fundo da verdade destes quarentas e oito anos de mistério!


CONCLUSÂO:

  Eu espero que vocês tenham apreciado isto, e sendo assim gostaria de ouvir os seus comentários com relação à Experiência Filadélfia, OVNIs e outras coisas que serão mencionadas neste documento. Também gostaria de saber de vocês, se alguém fez mais pesquisas sobre esta experiência. Gostaria também de saber o paradeiro de Alfred Bielek.
  - Por favor, contatem-me:
  - CRC Technology, Inc. Att. Clay Tippen ]7809 Cypress St., West Monroe, LA 71291-8282
  - VOICE (318) 397-2723 ] MODEM (318) 361-5080 The Jolly Roger BBS Robotics HST
  A actual fita de vídeo da qual este documento foi transcrito estava à venda em Phoenix, Arizona, em uma LIVRARIA! Pelo que entendo, o proprietário da livraria esteve na conferência sobre OVNIs, e gravou-a. A qualidade da fita é muito pobre, mas isto realmente não importa. O que é importante é a conferência em si. Eu espero que o autor desta fita não se importe que eu a tenha transcrito para este documento. Não havia nenhuma indicação de copyright na fita, e ao invés de copiá-la, decidi transcrevê-la para este documento, e compartilhá-lo com as partes interessadas.
  Se qualquer de vocês puder contactar William Moore, ou Charles Berlitz, espero que dêem uma cópia para eles. Pode ser que isto os ajude em suas pesquisas, e finalmente cheguemos à verdade sobre a Experiência Filadélfia. Pode ser que eles tenham mais sorte em tentar ir no encalço do senhor Bielek.
  NOTA DO CORRETOR DESTE ARQUIVO, RICK ANDERSEN:
  Enquanto fazia a correção gramática e ortográfica deste arquivo, em outubro de 1992, eu reparei na seguinte informação:
  Al Bielek reside em Phoenix, Arizona. Seu número de telefone não está no catálogo.
  Preston Nichols vive East Islip, Long Island, NY. Seu telefone normalmente está ligado a uma secretária eletrônica, que diz que ele "não está mais recebendo chamadas", a menos que ele sinta que você merece falar com ele.
  Não estou certo do paradeiro de Duncan Cameron, mas acredito que ele ainda viva em Long Island.
  William Moore, que foi "excomungado" há alguns anos, se querem assim, por uma parte da comunidade de pesquisadores de OVNIs em razão de algumas dúvidas sobre a sua credibilidade, está actualmente editando uma revista chamada FAR OUT! Um número recente continha artigos sobre Groom Lake/Área 51, T. Townsend Brown, a lenda do "demônio de Jersey", e variadas pinceladas sobre mistérios de OVNIs.
  Existe outra fita de vídeo por aí, chamada "A Verdade Sobre A Experiência Filadélfia", disponível através de Bill Knell de Long Island Skywatch, Flushing, NY. Esta é a fita que apresentou-me à versão de Bielek / Cameron/Nichols do Exp. Fil. Ela contém a mesma informação, até onde diz respeito ao relato de Bielek, mas vai um pouco mais sobre o suposto "Projecto Fênix", na base de radar de Montauk Point, em Long Island, e como aquele projecto supostamente cresceu a partir de uma síntese do Exp. Fil., os dispositivos de "controle de clima" de Wilhelm Reich, e o desenvolvimento dos transmissores da Rádiosonda pelos Laboratórios Nacionais de Brookhaven (Brookhaven National Labs), em Long Island, durante os anos 50. (Preston Nichols é o narrador, nesta fita).
  Também, Brad Steiger, conhecido nos círculos dos ovniologos por muitos anos, escreveu um livro intitulado "The Philadelphia Experiment & Other UFO Conspiracies", no qual a história de Al Bielek tem o maior destaque. O livro foi publicado por Timewalker Productions, c. 1990; Inner Light Publications, Box 753, New Brunswick, New Jersey 08903. (ISBN: 0-948395-97-0).
  Finalmente, Nichols mesmo publicou (ou sua história apareceu em) um livro chamado o "The Montauk Project" - o qual eu estou ainda esperando recebê-lo pelo correio, então não posso dar nenhum detalhe ainda.
  Aqueles de vocês que possuem uma bagagem técnica em física ou eletrônica estarão, claro, interessados nos pequenos detalhes da TECNOLOGIA supostamente usada para criar a Experiência Filadélfia e o Projecto Montauk.. Eu sou em técnico em eletrônica, e estou tentando coletar e juntar cada pedaço de informação que puder, e determinar de uma vez por toda se estas histórias são verdadeiras ou não. Descarreguei recentemente meu arquivo ASCII TECH-1 em várias BBSs; foi uma tentativa de conseguir pensadores sérios, ou seja, pessoas mais espertas do que eu, e espertas o suficiente para enfrentar seriamente Bielek e Nichols nos pontos técnicos. Contanto que não estejamos ouvindo apenas anedotas bem boladas, nós iremos correndo ouvir cada história que aparecer. Nós precisamos começar a pensar acerca da ciência por trás disto, e precisamos chamar os narradores para contarem suas histórias. Se eles vão enfiar a mão no nosso bolso, cobrando 10 dólares de nós, que vamos às suas palestras, então vamos perguntar-lhes pelos detalhes técnicos, não é? Se eles ficarem relutantes em revelar-nos estes detalhes, então qual é o problema em "quebrar o seu silêncio", e contar-nos o que aconteceu em um projecto classificado há quarenta anos atrás? Podemos nós, seus ouvintes, fazer algo sobre isto? Não - tudo que podemos fazer trocar nosso dinheiro pelos seus livros, por frequentar as suas palestras. Se eles têm a "necessidade" altruística ou compulsão de "fanfarronear-se" e contar ao mundo acerca de governo sobre experiências de viagens no tempo, teletransporte, etc, então eu insisto que nós temos o direito de exigir alguns detalhes técnicos. O que mais podemos fazer?
  Al Bielek e seus associados contam histórias fascinantes. Será que eles podem contar histórias tão valiosas para os físicos e engenheiros quanto as que eles contam para as pessoas leigas que frequentam as suas palestras?




Projecto Philadélfia


  O "Andrew Furuseth" dirigiu sua quilha rumo ao ponto de atraque que lhe correspondia. Os motores, já quase parando, deixavam escutar os gritos, na forma de ordens, que se proferiam desde a terra. "Andrew Furuseth" volveu-se em sua manobra à direita, um pouco perigosamente. Se não tivesse corrigido o seu rumo quase imediatamente, haveria abalroado um vaso de guerra cuja proa sobressaía alguns metros do limite de uns dos embarcadouros. Carlos Allende, marinheiro, pôde distinguir até os mais mínimos detalhes do barco militar, a actividade dos marinheiros sobre as pontes, as armas de guerra brilhantes, os aparelhos... e leu perfeitamente o seu nome: ELDRIDGE D. E. 173. De repente, um leve murmúrio, ao princípio imperceptível, converteu-se em um lapso de tempo muito breve, em verdadeiro rugido que machucava os tímpanos e aconteceu algo surpreendente. Deixemos que seja o próprio Allende quem prossiga o relato:
  "Vi que o ar que rodeava o barco de guerra tornava-se um pouco mais escuro que o resto do ar e em poucos minutos, vi erguer-se uma névoa verdosa, como uma nuvem muito tênue... E então, vi que o D. E. 173 desaparecia rapidamente de minha vista. Começou como um zumbido, que foi crescendo até converter-se em rugido, como uma torrente. A extensão que cobria a nuvem esverdeada estava rodeada de eletricidade pura."
  Outros tripulantes do cargueiro contemplaram também o facto prodigioso, mas com menos detalhes que Allende, porque estavam ocupados com outras coisas e mais distantes do ponto onde se produziu a desaparição. Já em terra, ninguém tinha visto nada, os soldados que guardavam o cais responderam às perguntas de Allende com um soriso irônico; ao que parecia, não havia acontecido absolutamente nada anormal; e o que fez Allende esfregar os olhos para dar crédito ao que via: o ELDRIDGE D.E.173 ali estava, atracado em seu lugar, sobressaindo alguns metros do limite do embarcadouro, como se não tivesse se movido nem um centímetro, como se nada tivesse sucedido. Simultaneamente à misteriosa desaparição do barco de guerra - e assim foram recebidas diversas informações posteriores - , no porto de Norfolk, a centenas de quilômetros do Centro Naval da Filadélfia, apareceu misteriosamente e só por uns instantes um navio de guerra da marinha dos EUA. cujo nome de referência era ELDRIDGE D. E. 173. Subitamente fez a sua aparição no cais, perfeitamente atracado; e de repente, também, se esfumou. O misterioso acontecimento ocorreu no mês de outubro de 1943. O governo dos Estados Unidos, os altos comandos militares, os investigadores aeronáuticos, ninguém fez o menor comentário. Os meios de difusão social não escreveram nem uma só linha nem pronunciaram uma só palavra.
  Confirmações do desaparecimento.
  Um jornal do estado da Filadélfia - também em um número correspondente aos últimos meses do ano 1943 - noticiava em sua secção de acontecimentos uma tremenda confusão promovida por um grupo de marinheiros em um bar dos subúrbios. Pelos dados que o periódico informava e segundo se ia lendo a notícia, a briga se produziu sem motivo aparente, como consequência do álcool ingerido e os ânimos exaltados, em uma discussão trivial entre os soldados e um grupo de clientes que compartilhavam entre si a bebida. Um acontecimento vulgar, sem maior transcendência; a não ser que consideremos que, ao chegar a polícia para acabar com a desordem, no interior do bar não havia nem um só dos marujos revoltosos. Não haviam abandonado o local pela porta, senão que, como se costuma dizer, esfumaçaram-se como por arte de mágica, quer dizer, se haviam tomado invisíveis. A notícia, assim divulgada, não era crível. Não estamos acostumados, nem sequer a polícia, a acontecimentos tão chocantes. As coisas não passaram daí e a insólita notícia foi esquecida, ao mesmo tempo que o jornal passou a dormir o seu sono de data passada nos arquivos. E contudo, tanto à polícia como aos repórteres, passou desapercebida a circunstância de que os marujos brigões pertenciam a um navio de guerra experimental identificado como o D. E.173. Submarino nuclear americano "Tersher", desaparecido em 1963 no Triângulo das Bermudas. Se o que Carlos Allende presenciou era verdade, o desenlace da confusão começa a ter sentido: os marinheiros que promoveram o tumulto eram os mesmos que, antes ou depois, conseguiram a invisibilidade a bordo do ELDRIDGE D. E. 173, voando Deus sabe por quê meios e em um instante até Norfolk, onde recobraram a sua identidade visível durante breves momentos, para esfumaçar-se novamente e reaparecer em seu lugar de origem, o Centro Naval da Filadélfia, em uma viagem de ida e volta incrível, quebrando em mil pedaços todas as sólidas leis do tempo e do espaço. Depois, soube-se que praticamente a totalidade da tripulação do prodigioso barco foi licenciada e muitos de seus componentes foram considerados pouco menos que dementes pelas autoridades; outros desapareceram, desta vez, teme-se que, por procedimentos mais ortodoxos. E o navio de guerra ELDRIDGE D. E. 173 foi vendido a Grécia a 15 de janeiro de 1951. Quem sabe se continuará ainda cruzando os mares com a sua enorme incógnita a bordo. Mas, certamente, o que se deve saber, antes ou depois se saberá. É como se a humanidade dispusesse de alguns recursos de aspectos casuais, capazes de levar à superfície os segredos ainda mais ocultos. E assim, por uma aparente casualidade, vieram a cair alguns testemunhos incoerentes em mãos de determinados investigadores do estranho que, puxando do fio, pouco a pouco, e com muitas dificuldades, pois se deparavam sempre com o muro do silêncio oficial, foram chegando até o princípio. Fruto do esforço de todos eles tem sido o trabalho de William Moore e Charles Berlitz, que, com o título de A experiência de Filadélfia veio à luz recentemente. Tentemos esclarecer os acontecimentos: o que Carlos Allende contemplou desde o convés do navio mercante "Andrew Furuseth" foi uma experiência de invisibilidade realizada com um navio de guerra e a sua tripulação no Centro Naval da Filadélfia. Na citada experiência tratava-se de fazer invisível ao barco e todo seu conteúdo, seguramente para empregar o procedimento na guerra com todas as vantagens que isso traria consigo. A este respeito, não é um segredo que o exército dos Estados Unidos contava - como todos os exércitos - com uma ampla equipa de investigadores, entre os quais se encontrava Albert Einstein. E a experiência, segundo todos os indícios e pela informação de Allende, resultou um sucesso, pois a invisibilidade foi conseguida. O ELDRIDGE D. E. 173, de 93 metros de comprimento, 1.240 toneladas e 1.900 a plena carga, desapareceu dentro de um campo de energia. Do facto existem provas suficientes, entre elas filmes oficiais dos E.U.A., totalmente secretos, mas vistos por algumas pessoas. As Viagens Secretas do D. E. 173 Para levar a cabo uma investigação ordenada do caso, era necessário, em primeiro lugar, encontrar os diários de bordo do navio mercante "Andrew Furuseth" e do ELDRIDGE durante as datas em que a experiência deve ter sido efectuada; logo, localizar aos componentes de ambas as tripulações. Os diários de bordo não apareceram, porque as autoridades os haviam requisitado; e dos tripulantes de um e outro barco, só pode saber-se que a maioria havia desaparecido sem deixar rastro ou se achavam internados em centros psiquiátricos sem reabilitação possível. Do "Andrew Furuseth" apareceu o diário do maquinista. As suas anotações colocaram em evidência que no navio mercante havia regressado ao porto da Filadélfia, procedente do norte da África, nos dias em que Carlos Allende e outras testemunhas que apareceram depois, disseram haver presenciado a experiência de invisibilidade. Isto de encontro à versão original que foi recolhida por Jessup e que fazia totalmente impossível que o "Furuseth" houvesse ancorado no porto da Filadélfia em fins de outubro de 1943. Do D. E. 173 soube-se que, ainda que a data de entrega "oficial" em que os comandantes devolveram o barco em mãos das autoridades navais correspondesse ao mês de julho, desde um mês antes aproximadamente, esteve sendo utilizado em uma série de experiências de camuflagem de barcos para radar, em águas do Atlântico Norte. As mencionadas experiências consistiam em tornar invisível o barco aos "olhos" do radar, mediante a criação de um campo magnético envolvente. Consta que as experiências resultaram num sucesso completo. E esse triunfo deve ter sido o que animou ao grupo de investigadores, entre eles - como se disse - Einstein, a prosseguir, buscando a invisibilidade real. Esquadrilha igual ao Vôo 19 onde desapareceram cinco oficiais e nove tripulantes sobre o Triângulo das Bermudas Como se conseguia o campo magnético? A resposta pode nos dar a diferença de capacidade de carga que o barco tinha no momento de ser entregue à força naval - verdadeira - e a que tinha quando foi entregue oficialmente. Revisemos as cifras: 1.240 toneladas de peso e 1.900 toneladas a plena carga, ao abandonar os estaleiros. Mas um mês depois as cifras ficaram modificadas da seguinte maneira: 1.620 toneladas de peso e 1.900 toneladas a plena carga. O que indica que o peso do barco se viu aumentado em 380 toneladas. Segundo os peritos, esse incremento de peso corresponde aos potentes eletroímãs que o barco encerrava em seus compartimentos e que tornavam possível e desenvolvimento das experiências. Quando o D. E. 173 foi adquirido pela Grécia, as 380 toneladas de peso haviam desaparecido. Os cientistas asseguram que a experiência é possível e afirmam que a descrição feita por Carlos Allende se ajusta a como deve ser o resultado dos potentes eletroímãs em acção dentro do barco: um zumbido de intensidade progressiva e o aparecimento de uma nuvem magnética, cada vez mais consistente, de cor verde-opaca, que gira em sentido contrário aos ponteiros do relógio. Admite-se que essa espécie de couraça energética pode chegar a camuflar um objecto, neste caso, um barco de guerra, de tal maneira que os radares não consigam capturá-lo.



Projecto Philadélfia

  Uma série de estranhas cartas recebidas por um cientista em 1956 falam de uma experiência secreta de invisibilidade no qual um destróier da marinha dos Estados Unidos teria se tele-transportado de um lugar a outro. Experiência Filadélfia seria o nome que teria recebido o suposto projecto ultra-secreto da marinha dos Estado Unidos em 1943, que visava a invisibilidade absoluta de um navio, tanto para o radar inimigo como para o olho humano. Título de um livro lançado em 1979, "The Philadelphia Experiment: Project Invisibility", escrito por Charles Berlitz. E de um filme de 1984, "The Philadelphia Experiment," dirigido por Stewart Raffill e baseado no script de William Gray e Michael Janover. Mas a história começa com Morris Ketchum Jessup, que nos anos vinte foi professor de astronomia e matemática na Universidade de Drake e na Universidade de Michigan. Jessup passou muito tempo estudando as ruínas mayas e incas e chegou a conclusão que tais construções só puderiam ser erguidas com a ajuda de tecnologia superior ou extraterrestre. The case for the UFO (O caso dos OVNI's) primeiro de quatro livros sobre o tema, era uma mistura de objectividade científica e pseudociência.
  "The case for the UFO" foi publicado em Nova Iorque em 1955, no livro Jessup pedia que seus leitores pressionassem os seus representantes políticos exigindo investigações sobre a teoria do campo unificado, problema que Albert Einstein enfrentou durante os seus últimos vinte anos de vida, e que segundo Jessup tal teoria poderia explicar a incógnita da força propulsora dos OVNI's.
  No dia 13 de janeiro de 1956, Jessup recebeu a primeira carta de um leitor, era de Carlos Miguel Allende que com erros de ortografia e pontuação advertia Jessup quanto a teoria do campo unificado, segundo Allende a teoria foi colocada em prática pela marinha norte americana em 1943, uma experiência que tornara um navio completamente invisível, isso acarretou em terríveis resultados para a tripulação. Jessup contestou a carta e pediu por mais detalhes, porém Allende não pôde dar mais informações.
  Entretanto, Jessup e o seu livro foram temas em conversas na capital, Washington DC. Seu livro foi visto com grande curiosidade pela ONR (Órgão de Investigação Naval), que mais tarde convidaria Jessup para realizar comentários sobre o livro em Washington. A relação directa de Jessup com o assunto terminou na noite de 20 de Abril de 1959, quando o encontraram morto em seu carro aparentemente asfixiado, pois uma mangueira foi conectada ao cano de escape e posta dentro do carro. As autoridades deram o caso como suicídio.
  Do correspondente de Jessup, Carlos Miguel Allende sabe-se muito pouco. Nascido em Springdale (Pensilvânia) em Maio de 1925. Se alistou na Marina dos Estados Unidos em 14 de Julho de 1942 e licenciou-se em 21 de Maio de 1943. Em Julho de 1943 entrou para a Marinha mercante abandonando-a então em 1952. Allende afirmava que em 1943, o Doutor Franklin Reno teria achado uma aplicação para a teoria do campo unificado de Einstein que foi posta em prática pela marinha, uma experiência na qual o navio destróier USS Eldridge e toda a sua tripulação foi tornada invisível. A experiência realizou-se em alto mar e foi observada por Allende e mais alguns marinheiros que trabalhavam no barco mercante Andrew Furuseth.
  Segundo Allende tudo começou como um pequeno zunido que foi crescendo e se tornou grave e forte, uma névoa esverdeada encobriu o USS Eldridge e como em um passe de mágica o navio militar desapareceu em pleno mar. Mas qual foi o susto de Allende ao ver que alguns minutos depois o USS Eldridge estava ancorado no porto como se nada tivesse ocorrido.
  A Marinha Americana nega que tal experiência tenha existido.



O Segredo De Albert Einstein

  Em 18 de abril de 1955 perto de uma hora da manhã, rompeu a aorta e parou o coração do autor da Teoria da Relatividade. Silenciosamente, na presença dos mais íntimos seu corpo foi cremado perto de Trenton no estado de New Jersey. A pedido do próprio Einstein o sepultamento foi realizado em segredo. Mas existe a lenda de que junto com ele foram enterrados também as cinzas dos manuscritos dos seus últimos trabalhos científicos, queimados por Einstein antes de morrer. Ele achava que estes conhecimentos por enquanto só poderiam causar mal à humanidade.
  Que trabalhos eram esses? A resposta, infelizmente, o grande físico levou consigo. A tentativa de desvendar este segredo obriga-nos a pisar no instável solo das suposições, permissões e lembranças de testemunhas, em cuja absoluta veracidade não se pode confiar. Mas não actualmente já não existe outro caminho. Sabe-se que Albert Einstein agia activamente contra a criação e desenvolvimento de armas nucleares, trabalhando neste interim, principalmente nos últimos anos de sua vida, na criação da Teoria do Campo Único? A idéia básica era reunir numa única equação a interrelação de três forças básicas: eletromagnética, gravitacional e nuclear. Mais do que isso, uma inesperada descoberta exatamente neste campo é que levou Einstein a queimar o seu trabalho. Mas, pelo jeito, as autoridades militares americanas conseguiram utilizar parte das descobertas do grande físico, ainda antes que ele percebesse a sua periculosidade.
  Foi realizada uma experiência cujos resultados foram realmente trágicos. A proposta inicial não demonstrava nada inesperado. O mundo estava em guerra e os militares tentavam de todas as maneiras fazer os seus aviões a navios imperceptíveis aos aparelhos de detecção do inimigo. Surgiu a ideía de criar um campo eletromagnético de tal tensão que fizesse os raios de luz enrolar-se num casulo, tornando o objecto invisível para o homem e para os instrumentos. Os cálculos foram entregues a Einstein, o maior especialista teórico neste campo.
  Depois seguiram-se acontecimentos que se tornaram um dos maiores mistérios do século XX. Em 1943, na Filadélfia aconteceu uma misteriosa história, ligada ao destróier "Eldridge". Mas, o que aconteceu?
  O navio, no qual, de acordo com a versão existente, forma instalados "geradores de invisibilidade" não somente desapareceu do campo de visão dos observadores e dos radares, mas pareceu cair numa outra dimensão e surgiu após um certo tempo com a tripulação em estado de semiloucura. Mas o principal, pelo jeito, não está no desaparecimento do navio mas nas misteriosas consequências que a experiência transmitiu à tripulaçao do destróier. Com os marinheiros começaram a acontecer coisas incríveis: alguns pareciam "congelar" - saíam do andamento do tempo real, outros simplesmente "dissolviam-se" no ar para nunca mais reaparecer...
  As histórias sobre o misterioso acontecimento eram passados de boca em boca, acrescentando cada vez mais detalhes incríveis. E quando a Marinha dos EUA apresentaram um desmentido a todos os boatos sobre esta experiência, muitos pesquisadores consideraram-no uma falsificação. E existem fundamentos para tanto. Foram encontrados documentos que confirmam que do ano de 1943 até o ano de 1944 Einstein constava na folha de serviço do ministério da Marinha em Washington. Apareceram testemunhas que viram pessoalmente como desaparecia o "Eldridge", outros tiveram em mãos os cálculos executados pela mão de Einstein, que possuia uma caligrafia bastante peculiar. Até foi encontrado um recorte de jornal daquela época que informava sobre marinheiros que desenbarcaram do navio e desapareceram diante de testemunhas...
  Infelizmente, tudo isso pode ser posto em dúvida, porque não se encontrou o principal - os documentos. Muito poderia ser esclarecido pelos diários de bordo do "Eldridge", mas eles desapareceram misteriosamente. De qualquer modo, a todos os pedidos os pesquisadores receberam a resposta: "...encontrar e, consequentemente, colocar à vossa disposição, não é possível. Enquanto que os jornais de bordo do navio de acompanhamento "Fureset" foram completamente destruídos por ordens superiores, mesmo que isto seja contra todas as normas... Os manuscritos do grande físico possivelmente também poderiam explicar para onde e como desparecia "Eldridge" mas Einstein não quiz deixá-los para nós.
  Os céticos contestavam: "... O navio não podia passar para outra dimensão, mesmo porque não existem outras dimensões além das nossas naturais". Se tudo fosse assim tão simples...
  Actualmente para os cientistas já é um axioma a afirmação que o espaço distorcido, fechado num colapso gravitacional, forma uma assim chamada "esfera de Schwartzshield", ou "buraco negro" o qual pode conter o universo inteiro. Poucos sabem que o acadêmico A.D. Sakharov, assim como Einstein, dedicou muitos de seus trabalhos à cosmologia. Infelizmente, o seu trabalho chamado "Modelo de Universo de Multicamadas", foi publicado em 1969 com pouquíssima tiragem e outros artigos dedicados às propriedades do espaço distorcido não são acessíveis ao leitor comum. Nestes artigos Sakharov reconhece que ao lado do Universo visível existem muitos outros, muitos dos quais com características substancialmente diferentes... Nos tempos actuais a idéia de mundos paralelos já é aceite. E não são poucos os cientistas que afirmam que é possível entrar lá sem viajar ao Cosmos. É possível penetrar nestes universos sem sair da Terra, "furando" o espaço com um potente aparelho energético.
  Mas tudo isso é teoria. E na prática? Os peritos da comissão "Fenomen" juntaram como migalhas a informação sobre os factos reais da influência dos campos eletromagnéticos sobre as caractrísticas do espaço. Foram examinados todos os fenómenos físicos que ofereciam grandes descargas de energia, inclusive as explosões nucleares, as quais, como se sabe são acompanhadas por agitações eletromagnéticas.
  Eis um facto curioso. Este é o testemunho de uma pessoa sobre cujos pés literalmente explodiu uma bomba atomica.
  Serguei Andreevitch Alekseenko trabalhava no polígono nuclear de Semipalatnensk como engenheiro militar. Entre as suas obrigações incluiam a recuperação de estruturas destruidas durante os testes de explosões. No verão de 1973 ele servia sob o comando do general K. Vertelov (tropas de engenharia do ministério da Defesa da URSS). Junto com general e mais um acompanhante ele devia examinar a ponta selada com concreto do poço, no qual, numa profundidade de 3 quilômetros tinha sido colocada a bomba e depois, de dentro de um bunker especial observar a explosão. Mas algo não funcionou. E a explosão ocorreu quando os "observadores" tinham chegado junto ao poço. "... Eu senti que a minha perna ficou pendurada num espaço vazio, -- lembra S. Alekseenko. - Algo me levantou, o general e o Ivanov que estavam à minha frente de repente apareceram embaixo e um pouco menores. Eu não sentia o solo sob os meus pés, parecia que todo o globo terrestre desapareceu... Então ouviu-se um pesadíssimo suspiro de algum lugar embaixo, após o que eu me vi no fundo de um barranco. O Ivanov desapareceu do campo de visão enquanto o general apareceu à beira do abismo, -- eu o via como se através de uma enorme lupa aumentado várias vezes. Depois a onda passou e nós estávamos outra vez numa superfície plana que estremecia como geleia... Em seguida, como se de repente fechasse com estrondo a porta para um outro mundo, o tremor passou e o solo estancou devolvendo-me a sensação real da força de gravidade...".
  Não vamos destacar as palavras "porta para outro mundo". Elas podem ser ditas devido ao estado emocional da testemunha ocular que se viu de repente numa situaçao extrema. Entretanto, a descrição dos efeitos ópticos... Isto somente é possível na distorção dos raios luminosos. E mais. Alekseenko lembra da incomum doença que de tempos em tempos atacava os funcionários do polígono. Entre eles chamavam a doença de "desmanchamento", ou de "mal de dr. Jarov". Dr. Jarov preparava os animais que, para pesquisa, eram expostos à proximidade da explosão nuclear. Ele encontrou um efeito estranho. O animal "desmanchado" aparentemente saía da vida por alguns dias - não respirava, não se mexia e, de repente, levantava e começava a se mover como se nada tivesse acontecido, O mesmo ocorria com os funcionários do polígono.
  " - Antes da descoberta de Jarov, os "desmanchados" eram simplesmente sepultados, -- diz Alekseenko. Depois, passaram a deixa-los em paz até acordarem. Eu mesmo "desmanchei" algumas vezes. A última sensação antes da queda é como se alguém puxasse o fio da tomada e você deixasse de existir...".
  Isto não parece surpreendentemente com o que acontecia com a tripulação do "Eldridge"? Lembrem das afirmações das testemunhas que os marinheiros "pareciam sair do andamento real do tempo". Aliás, doenças misteriosas semelhantes foram observadas também nos funcionários da empresa "Lockhead" que monta os aviões invisíveis, que tanta fama obtiveram durante a guerra do Golfo Pérsico. Pelas infirmações dos especialistas a "invisibilidade" destes aparelhos é obtida através do uso de materiais especiais cujas propriedades incomuns são obtidas depois do seu tratamento com "geradores de invisibilidade" semelhantes àqueles que foram testados no "Eldridge".
  Será que foi este segredo - o segredo da penetrabilidade em uma outra dimensão que o Albert Einstein decidiu levar consigo para o túmulo? Pelo menos esta versão explicaria muitas coisas. Por exemplo, os resultados inclumns das experiências do pesquisador italiano Luciano Boccone, que com a ajuda de aparelhos especiais fotografou no céu misteriosos objectos invisíveis aos nossos olhos. De acordo com a sua teoria, aqueles objectos eram "kritteros" (que na tradução significam "entes") - formas de vida etéreas que passaram para o nosso mundo vindos de espaço paralelo. Então, se durante cada explosão nuclear surge uma brecha para um outro mundo, então os "kritteros" tiveram inúmeras oportunidades de chegar à Terra. Somente no período de 1955 a 1973 a URSS, EUA e a Grã-Bretanha realizaram 950 testes nucleares.
  Obviamente, isso tudo são apenas hipóteses. Entretanto, os especialistas da comissão "Fenomen" continuam a investigar este tema. E já foram descobertos testemunhos comprovando a realidade da aplicação dos tebalhos teóricos de Einstein não somente para passar para outras dimensões mas também para a criação de um modelo funcional de máquina do tempo.
  Então, devemos alegrar-nos! Os sonhos da humanidade, as corajosas idéias dos autores de ficção científica finalmente começam a se realizar! Mas por que as pesquisas neste campo estão ocultas de nós por uma espessa cortina de segredo absoluto? Não seria porque elas serão usadas novamente para objectivos militares? Infelizmente, a comissão "Fenomen" já possui factos confirmatórios de que estas pesquisas estão sendo dirigidas por autoridades militares.
Igor Tsarev